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POLÍCIA

Deficiente físico diz que sofreu agressão física

O delegado Armando Mourão, diretor da Seccional da Marambaia, abriu inquérito policial, na manhã de ontem, para apurar suposto espancamento de um feirante, deficiente físico, fato que teria ocorrido no entorno do Shopping Castanheira, no dia 20 de janeiro

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O delegado Armando Mourão, diretor da Seccional da Marambaia, abriu inquérito policial, na manhã de ontem, para apurar suposto espancamento de um feirante, deficiente físico, fato que teria ocorrido no entorno do Shopping Castanheira, no dia 20 de janeiro deste ano, durante uma operação desencadeada pela Secretaria de Economia de Belém. A suposta vítima também registrou pedido de providências na 1ª Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos.

Trata-se do feirante Mauro Pureza da Silva que denunciou os guardas municipais Risoneida Barros da Silva, F. Nascimento, e um terceiro guarda não identificado, de tê-lo espancado, sendo que depois, estranhamente, o levaram preso para a Delegacia do Bengui, quando o certo seria levá-lo para a Seccional da Marambaia ou, quando muito, para a Delegacia do Atalaia. No Bengui, conta Mauro, foi autuado em flagrante, pelo crime de desacato à autoridade.

A vítima diz que nasceu com deficiência física na perna esquerda e a deformidade se ampliou por causa de um acidente de trabalho que sofreu. Alega que sua condição de portador de necessidades especiais foi desrespeitada pelos guardas, que o teriam algemado, humilhando-o, assim, muito mais.

Antes de ser levado para o Bengui, Mauro conta que os guardas o levaram para uma sala no Pórtico Metrópole, onde a Guarda Municipal ocupa como uma espécie de posto. Ali teria sido também humilhado com palavras ofensivas.

O delegado Mourão encaminhou ontem, no final da manhã, ofício solicitando à comandante da Guarda, Hellen Margarete, que faça a apresentação dos dois guardas identificados, para serem ouvidos em depoimento na seccional, na próxima semana.

O feirante foi encaminhado, por Mourão, para uma perícia no Centro de Perícias “Renato Chaves”, para ser determinado o seu grau de impossibilidade física.

Com relação ao terceiro guarda, serão tomadas providências para identificá-lo, isso se os dois guardas não o fizerem. (Diário do Pará)

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