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POLÍCIA

Família de Sargento executado exige justiça

Familiares e amigos do sargento da PM Reginaldo Potter, executado com um tiro na cabeça, na tarde do último sábado (10), na comunidade Vila do Carmo, em Santa Isabel, ainda pareciam em estado de choque. Durante o velório, realizado na casa do irmão da vít

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Familiares e amigos do sargento da PM Reginaldo Potter, executado com um tiro na cabeça, na tarde do último sábado (10), na comunidade Vila do Carmo, em Santa Isabel, ainda pareciam em estado de choque. Durante o velório, realizado na casa do irmão da vítima, o também militar, subtenente Rosildo Potter, localizada no conjunto Jardim Europa, bairro do Coqueiro, em Ananindeua, a morte do sargento ainda era assimilada aos poucos.

Inconsolada, a mãe do militar parecia não acreditar naquela situação. O pedido por justiça era visível em cada familiar inconformado com a perda do sargento, conhecido pelo bom comportamento no trabalho. “O Reginaldo era um excelente policial, quem trabalhou com ele sabe disso. Tanto prova, que ele não costumava andar armado para intimidar as pessoas. Ele vai fazer muita falta. O sargento Potter era um PM exemplar como poucos que existem na polícia”, revelou um amigo da vítima.

O crime ocorreu por volta das 15h, num balneário localizado às proximidades da rodovia PA-140. Reginaldo se divertia com a família quando foi surpreendido com dois homens armados, ainda não identificados, que efetuaram vários disparos contra Clodomir da Silva Assis, foragido da Colônia Agrícola Heleno Fragoso. Ao ver a ação, o militar teria tentado desarmar um dos homens e na luta com um deles, foi atingindo com um tiro na cabeça.

“A atitude do meu irmão foi uma atitude errada. Ele não devia ter feito isso. Aqueles bandidos estavam ali para matar apenas o foragido da Justiça, que tinha dívida com eles. Mas o meu irmão não tinha nada a ver com a história. Ele só estava na hora errada e no lugar errado. Se não tivesse tentado desarmar um dos bandidos, nada disso teria acontecido. Mas eu não julgo ele. Eu também já agi assim, por impulso”, revelou o subtenente Potter, irmão da vítima.

Vários policiais militares participaram do velório. Os militares se mostravam indignados com o crime que tirou a vida do colega de trabalho. “O que a gente espera agora é que esse crime não fique impune e que realmente haja justiça”, solicitou um PM, muito abalado com a situação.
O enterro foi realizado por volta das 10h, num cemitério particular no município de Marituba. (Diário do Pará)

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