Foi morto com pelo menos cinco tiros na cabeça disparados por uma pistola calibre 45, de uso restrito das Forças Armadas, um jovem identificado até o presente momento pelo apelido de “Maranhão”. O crime foi no final da noite da última segunda-feira, na esquina das ruas Diamante com Brilhante, no Loteamento Talismã, no bairro do Paracuri I, distrito de Icoaraci, em Belém.
Segundo a polícia, a vítima revendia entorpecentes para um traficante da Invasão Cobrolândia, localizada nos fundos do loteamento, e pode ter sido executada por alguma dívida com o tráfico.
Segundo o cabo PM Rui, da viatura 9308, 8ª Zona de Policiamento, ao atender a ocorrência, o jovem já foi encontrado morto. “Fomos informados sobre uns disparos de arma de fogo em via pública aqui neste cruzamento. Quando chegamos, ele já estava aí morto. Algumas pessoas contaram que viram três homens que estavam correndo atrás da vítima. Após atirarem, fugiram a pé mesmo. Fizemos o isolamento da área para aguardar a perícia e a remoção do corpo”, explicou o policial.
MEDO
Na área de difícil acesso, considerada pela Polícia Militar como “zona vermelha”, os moradores evitaram dar muitos detalhes sobre o caso. “Aqui é uma área bastante perigosa, existem muitos assaltantes e traficantes. Aqui ninguém fala nada porque os autores ou comparsas dos criminosos podem estar observando quem estiver dando informações sobre o crime”, disse um morador que não quis se identificar.
Policiais civis da Divisão de Homicídios, sob o comando do delegado Vicente Gomes, estiveram no início da madrugada de ontem na cena do crime, levantando informações que pudessem indicar as circunstâncias do crime.
“Pelas características, podemos dizer que foi uma execução. Alguma dívida com o tráfico pode ter ocasionado isso. Vamos coletar informações e encaminhar para a Seccional Urbana de Icoaraci, que irá investigar o caso”, explicou o delegado.
DÍVIDAS
De acordo com a polícia, nenhum familiar compareceu na cena do crime para fazer a identificação da vítima. Informações de algumas testemunhas o identificaram somente pelo apelido de “Maranhão”, que revenderia entorpecentes de um traficante conhecido como “Robinho”, que atuaria na Invasão Cobrolândia, nos fundos do loteamento onde o jovem foi executado.
Após a conclusão da perícia pelos peritos de local de crime do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, o corpo do jovem foi encaminhado para ser necropsiado no Instituto Médico Legal (IML). (Diário do Pará)
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