Os últimos cinco dias tem sido de angústia para familiares de Laura Elena Machado, 45 anos, e Ricardo Gabriel da Silva, 16. Mãe e filho, ambos portadores de deficiência mental, estão desaparecidos há uma semana. “Nós já procuramos em vários lugares, mas ninguém sabe onde eles estão. Os dois saíram de casa na sexta-feira (16) à noite e até agora não voltaram. É muito desesperadora uma situação dessas, pois a gente não sabe mais o que fazer”, revela o aposentado Mario José da Silva, 65 anos, visivelmente abalado com o sumiço da esposa e do filho.
Segundo ele, a mulher saiu da casa da família, localizada na Cidade Nova VII, em Ananindeua, junto com o adolescente dizendo que iria buscar uma rede na casa da mãe, e desde então os dois nunca mais foram vistos.
“O primeiro lugar em que procuramos eles foi na casa da minha sogra, mas disseram que nenhum dos dois apareceu por lá. Foi a partir daí que a nossa preocupação aumentou e começamos a procurar ajuda. Mas até agora, não tivemos nenhuma informação”, explicou o aposentado. A família fez buscas em vários locais onde a mãe e filho costumam frequentar, mas até agora tudo foi em vão.
“Ninguém sabe, ninguém viu. É isso que é o mais angustiante. Para completar até a polícia não tem colaborado com a gente. Pois desde domingo tentamos registrar um boletim de ocorrência na Seccional da Cidade Nova e fomos avisados que o sistema estar fora do ar”, reclama a filha de seu Mario, Clara da Silva, 18 anos.
Um laudo médico apresentado pela família comprova o estado de saúde dos dois desaparecidos. Mãe e filhos possuem distúrbios mentais com tendência a agressividade e precisam tomar remédios controlados. “Isso é o que mais preocupa a gente. Como eles saíram de casa sem levar esses remédios, eles podem ter uma crise nervosa ou coisa do tipo e serem seriamente prejudicados com isso” alerta a jovem, que aprendeu desde muito cedo a conviver com os distúrbios apresentados pela mãe e o irmão. (Diário do Pará)
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