Um homem suspeito de roubar uma motocicleta Honda CB 300 no bairro Levilândia, em Ananindeua, foi baleado no início da manhã de ontem, ao trocar tiros com a polícia. Segundo relatos de testemunhas, Aldo Cezar Silva Cardoso, 49 anos, tentava negociar o veículo roubado com a própria vítima, por volta das 5h30, quando foi abordado por policiais militares da 3ª Zpol. “Na abordagem, o assaltante ficou assustado e começou a trocar tiros com a polícia. Nisso, a PM revidou e atingiu o homem na perna”, revelou uma mulher, que preferiu não se identificar.
A troca de tiros ocorreu ao lado da Praça da Estrela, na Cidade Nova IV, em Ananindeua. No momento da suposta negociação com a vítima do roubo, Aldo Cezar estava num veículo Fiesta, ao lado de outro homem, identificado como Josias Maciel de Souza, 21 anos. “Assim que os dois avistaram a nossa guarnição, eles tentaram fugir no veículo e acabaram batendo numa calçada. Mas durante a troca de tiros, somente um foi baleado”, revelou o cabo PM Rogério, da viatura 8111.
Segundo os militares, a guarnição foi chamada pela própria vítima, que temia ser enganada pelos suspeitos. “Os assaltantes entraram em contato comigo através de um celular que eles roubaram, junto com a minha moto. No contato que fizeram, eles marcaram um encontro aqui na Cidade Nova e disseram que se eu quisesse a moto de volta teria que pagar 2 mil reais para eles”, afirmou o jovem, vítima do roubo, que preferiu não se identificar.
Após a situação ter sido controlada, o suspeito ferido foi levado para um posto de saúde em Ananindeua em seguida encaminhado, junto com o comparsa, para a Central de Flagrantes da Seccional da Cidade Nova. A dupla não quis falar com a imprensa, mas foi reconhecida pela vítima.
DEMORA
Ao chegar na seccional, os policiais militares foram avisados que o caso não poderia ser registrado naquele horário. “Isso é um absurdo! Os policiais civis de plantão não querem atender o caso simplesmente por má vontade”, reclamou o cabo que realizou a prisão dos suspeitos.
Na central de flagrantes, os policiais de plantão alegaram que já passava das 6h30 da manhã e que o serviço deles, que terminaria as 8h, já estava quase no fim. “Não é que estamos recusando o flagrante, mas nosso plantão já está quase no fim e vamos passar o caso para o outro delegado que vai assumir às 8h da manhã”, defendeu-se um investigador da polícia. Com isso, a vítima foi obrigada a aguardar até as 8h para fazer a ocorrência do crime. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar