Uma operação policial está fiscalizando a regularidade da atuação de lava-jatos em Belém durante esta sexta-feira (23). Um posto, localizado na rua Barão do Triunfo, entre as avenidas Almirante Barroso e João Paulo II já foi autuado por prática de furto de água e crime ambiental. O dono do estabelecimento não estava no local, mas será intimado a prestar esclarecimentos.
Agentes do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves estiveram no local da autuação para posteriormente apresentar um laudo da situação encontrada no lava-jato. Quando o documento estiver pronto, um processo será aberto na Justiça para definir a punição para os envolvidos.
A delegada Flávia Leal, da Dioe (Divisão de Operações e Investigações Especiais), comanda a operação. Ela explicou à reportagem do DOL como os criminosos agem para efetivar o furto.
"Eles cavam um buraco, em via pública, até chegar ao cano principal, que leva a água da Cosanpa até as residências. Em seguida, eles fazem uma ligação ilegal para desviar a água até o lava-jato", explica.
Além de ser ilegal, a prática causa prejuízos diretos à população. A delegada Flávia esclarece que em consequência do desvio da água, há uma despressurizarão no encanamento central da Cosanpa. "Com a despressurizarão a água perde a força necessária para subir até alguns pontos da cidade. Esse é um dos motivos que pode provocar a falta de água em algumas residências", conta.
Os lava-jatos irregulares também podem trazer outros riscos. "Às vezes, nesses lugares, também há a concentração de venda de drogas", alertou a delegada.
Flávia Leal lembrou ainda que o uso de água potável nos lava-jatos é ilegal. Os estabelecimentos precisam procurar uma fonte alternativa para empregar nos lava-jatos, pois o desperdício de água é imenso.
Além da Polícia Civil, estão mobilizados na operação homens da Polícia Militar, técnicos da Cosanpa e peritos do Renato Chaves. Outras operações da mesma natureza devem ser realizadas nas próximas semanas em outros pontos de Belém. (Shamara Fragoso/DOL)
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