Um crime, na madrugada desta quinta-feira (29), assustou os moradores da rua WE-12, na Cidade Nova II, em Ananindeua. O vigilante Rafael Rabelo de Sousa, 22 anos, foi morto com três tiros na cabeça, enquanto fazia a segurança da área.
Segundo testemunhas, a vítima foi abordada por dois homens, ainda não identificados, que após efetuarem os disparos ainda roubaram uma motocicleta usada pelo vigilante. “O fato da moto da vítima ter sido roubada indica que o crime foi motivado por um latrocínio. Mas isso ainda precisa ser investigado. Até o momento, não podemos fazer nenhum tipo de afirmação sobre os motivos desse homicídio”, explicou o tenente PM Jorge, da viatura 8104, da 3ª Zona de Policiamento da Capital.
Rafael foi executado ao lado de um bar, localizada numa passarela que dá acesso a rua WE-13. “Ele já estava largando o serviço. Tinha acabado de sair da minha casa e só ia fazer a última ronda no conjunto para fechar o dia. Jamais imaginava que isso fosse acontecer”, lamenta a namorada da vítima, que prefere não se identificar. Segundo ela, o rapaz estava a pouco tempo trabalhando como vigilante noturno na área.
“Na verdade o Rafael já trabalhava como vigilante, mas numa outra empresa pela parte do dia. Aqui, na empresa que eu trabalho, ele estava há pouco mais de uma semana”, revelou a vigilante Letícia Botelho, colega de trabalho da vítima. Apesar do risco da profissão, ela garante que essa foi a primeira vez que viu um colega morto em pleno serviço. “Esse trabalho é muito arriscado, nós não andamos armados e sabemos da nossa limitação. É uma pena ver que um pessoa morreu trabalhando dignamente”, completou.
VIOLÊNCIA
Moradores do local denunciaram o alto índice de criminalidade na área. “Aqui não tem hora pra acontecer assalto. É de dia, de noite, com gente na rua. Os bandidos estão descarados. Essa semana mesmo, teve um vigilante aqui que foi roubado por dois homens de moto. Até quando isso vai ficar assim? Até quando esses crimes vão ficar impunes”, reclamou uma mulher, que preferiu o anonimato.
Peritos do IML e policiais civis da Divisão de Homicídios, sob o comando da delegada Claudia Renata Guedes, estiveram no local para fazer os primeiros levantamentos do crime. Após uma conversa particular com alguns moradores, a delegada revelou que, diferente do que foi levantado pela PM, o crime não foi um latrocínio.
“Não queremos divulgar muita coisa para não atrapalhar o trabalho da polícia. O que nós podemos afirmar é que homicídio foi motivado por uma rixa entre grupos rivais da área. E que já temos os nomes dos suspeitos”, explicou a delegada. (Diário do Pará)
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