No início da manhã de ontem, a rotina do operário da construção civil Benedito Ferreira Farias, 43 anos, foi interrompida. Acostumado ir de bicicleta para o trabalho, um canteiro de obras no Centro de Belém, o operário foi atropelado por um ônibus da empresa Trans Arapari da linha Belém – Baião, enquanto atravessava a rodovia BR-316, próximo ao túnel do Entroncamento. “Assim que ele foi batido pelo ônibus e jogado para a frente do túnel, a gente ainda correu pra socorrer, mas não teve jeito. A pancada foi muito forte. Ele ainda ficou agonizando por um tempo, mas, como a ambulância do Samu demorou para chegar, o rapaz não aguentou e morreu”, revelou o vigilante Delcio Barbosa, testemunha do acidente.
De acordo com o vigilante, Benedito Ferreira seguia pela rodovia BR-316 no sentido Ananindeua – Belém. “Assim que se aproximou do túnel, ele foi atravessar a BR-316 para pegar a via de sentindo São Brás. E foi nessa travessia que ele foi atropelado pelo ônibus, que seguia em alta velocidade”, explicou Delcio. Segundo populares, a culpa do acidente teria sido do motorista do coletivo, que seguia com o veículo numa velocidade acima do permitido.
“Se o ônibus estivesse com a velocidade permitida aqui na via, que é de 60 km/h, isso não tinha acontecido, pois dava tempo para desviar do ciclista. Mas, na velocidade que o ônibus vinha, não teve como. O rapaz da bicicleta foi pego mesmo de surpresa”, denunciou um homem que preferiu não se identificar.
O motorista do coletivo, Benedito Santos, negou a versão apresentada pelos populares. Segundo o condutor, a vítima atravessou a pista de forma irregular, sem se preocupar com os outros veículos que trafegavam na via. “Eu tenho mais de 20 anos de profissão e isso jamais tinha acontecido. Esse acidente foi uma fatalidade. O rapaz da bicicleta apareceu do nada e de uma hora pra outra. Não teve como evitar a colisão”, lamentou o condutor.
Segundo o supervisor do canteiro de obras onde a vítima trabalhava, Benedito morava no bairro de Águas Lindas, em Ananindeua, e só fazia o trajeto de bicicleta quando perdia o ônibus para o trabalho.
A movimentação de curiosos ao redor da vítima causou um princípio de congestionamento na entrada do túnel do Entroncamento, no sentindo Ananindeua. O corpo só foi removido pelos técnicos do IML cerca de duas horas depois do acidente. (Diário do Pará)
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