Numa ação integrada entre Polícia Civil, Polícia Militar e Serviço de Inteligência, foi realizada quinta-feira (12) a operação “Game Over”, cujo objetivo foi apreender 51 máquinas caça-níqueis em toda a Cidade Nova. O esquema de jogos de azar estaria sendo utilizado para fortalecer o crime organizado na área, mais especificamente o tráfico de drogas.
Segundo o major Rayol, sub-comandante de missões especiais da Polícia Militar, 19 estabelecimentos foram investigados em toda a Cidade Nova - a maioria bares. Esses locais, segundo o monitoramento que vinha sendo feito há um mês, abrem a partir das 10h. Por isso, foi a partir dessa hora que 141 homens do Sistema de Segurança Púbica do Pará, 90 policiais militares, 36 policiais civis e 15 agentes do serviço de inteligência foram fazer as apreensões das máquinas. No local, também foram apreendidas mídias piratas e substâncias anabolizantes.
O maior movimento de policiais e curiosos se deu na estrada da Providência, na Cidade Nova 8. Próximo a um bar, inclusive, um homem que vendia CDs e DVDs piratas estava no lugar errado e na hora errada e acabou tendo toda a mercadoria apreendida pela polícia. Do outro lado da rua onde se encontrava o infeliz vendedor, três máquinas dentro de um bar estavam chumbadas na parede, segundo o major Rayol, para dificultar a apreensão.
“Eu sei que eu estou errada. Mas o dono das máquinas me garantiu que...”, começou a falar a proprietária, que, logo que foi interpelada pela polícia sobre quais garantias o locador havia dado, ela provavelmente percebeu que erro estava cometendo e não quis dizer mais nada.
Segundo o major, as máquinas caça-níqueis apreendidas e as 11 pessoas detidas, possíveis donos dos estabelecimentos em que as máquinas foram encontradas, foram encaminhados à Divisão de Investigação e Operações Especiais (Dioe) para que fosse apurado quem são os proprietários das máquinas, de que forma o esquema alimenta o tráfico e até mesmo como as máquinas chegam ao território paraense. Esses suspeitos responderão por contravenção penal. “O balanço da operação é positivo”, resumiu o secretário adjunto de inteligência e análise criminal da Segup, Antônio Cláudio Farias. (Diário do Pará)
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