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POLÍCIA

Condenados acusados de matar dono de bar

Com mais de 14 horas de julgamento no Fórum Criminal de Belém, os jurados do 2º Tribunal do Júri de Belém condenaram, quinta-feira (12), Márcio Henrique do Carmo Avelar (conhecido como Pupu) e Ulisses Lima dos Santos, professor de educação física, 32 anos

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Com mais de 14 horas de julgamento no Fórum Criminal de Belém, os jurados do 2º Tribunal do Júri de Belém condenaram, quinta-feira (12), Márcio Henrique do Carmo Avelar (conhecido como Pupu) e Ulisses Lima dos Santos, professor de educação física, 32 anos, pela morte do empresário Newton da Cunha Leal, seu ex-sócio do Bar Garota da Braz. A pena de cada acusado, 30 anos de reclusão, será cumprida em regime inicial fechado, numa das penitenciárias da Região Metropolitana de Belém.

A sessão do júri iniciou às 8h de ontem no Fórum Criminal de Belém, sob a presidência do juiz Raimundo Moisés Alves Flexa, titular do 2º Tribunal do Júri da Capital. O corpo de jurados, formado por três homens e quatro mulheres, acatou a tese acusatória de que os réus cometeram homicídio qualificado e com promessa de recompensa.

Márcio Henrique do Carmo Avelar, o Pupu, foi defendido pelo defensor público Rafael Sarges e a defesa de Ulisses Lima dos Santos, ex-sócio da vítima, está sob a responsabilidade da advogada criminalista Marilda Cantal. O promotor de justiça Arnaldo Célio da Costa Azevedo, que atuou na acusação, fez a réplica para reforçar a tese acusatória que o crime se tratou de um homicídio qualificado, planejado e a mando do ex-sócio, Ulisses, com pena prevista de 12 anos a 30 anos de
prisão.

De um total de oito testemunhas que seriam ouvidas, somente três prestaram depoimento. Uma delas foi Eliton Barros Santos, também acusado de participar da execução do crime e que será julgado em outra sessão por estar recorrendo da decisão de pronúncia do juiz, para tentar evitar o júri popular. O primeiro a depor foi Antônio Sérgio de Oliveira de Jesus, ex-empregado dos dois sócios no bar. Em seguida, foi ouvida Ana Cristina Santa Brígida, mulher de Ulisses. Outro depoente que prestou declarações no júri foi Eliton Santos, que se encontra preso pelo crime.

O CASO

O empresário Newton Leal Junior, 50 anos, um dos proprietários do bar Garota da Braz, foi assassinado por volta das 20h do dia 19/04/2010, em Belém, num suposto assalto. No momento do crime, o empresário conversava com o sócio na esquina da travessa Barão do Triunfo com a avenida Visconde de Inhaúma, no bairro da Pedreira, quando dois homens anunciaram o suposto assalto.

Um terceiro acusado, que está foragido, é acusado de ter intermediado o crime que seria pago por Ulisses. Os executores e o intermediário receberiam R$ 1.500,00. (Diário do Pará)

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