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POLÍCIA

Matou e foi morto em menos de 12 horas

Durante uma conversa entre dois “amigos” na madrugada de domingo (15), por volta das 2h30, em uma esquina da rua da Fábrica de Sabão, localizada no Conjunto Parque Novo Tenoné, Manoel Costa Pompeu, 39, levou uma facada no abdômen e morreu. O principal sus

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Durante uma conversa entre dois “amigos” na madrugada de domingo (15), por volta das 2h30, em uma esquina da rua da Fábrica de Sabão, localizada no Conjunto Parque Novo Tenoné, Manoel Costa Pompeu, 39, levou uma facada no abdômen e morreu. O principal suspeito de ter cometido o crime seria o ajudante de pedreiro Ailton Pereira, que estava na companhia da vítima. O motivo do crime ainda é desconhecido pela polícia. Familiares contaram que a vítima já foi presa por tráfico de drogas e estava em liberdade há poucos meses.

Policiais militares da 8ª Zona de Policiamento (ZPol) foram acionados via Ciop (Centro Integrado de Operações) para atender a ocorrência. O sargento PM Carvalho, da viatura 9307, informou que o motivo da morte de Manoel teria sido uma futilidade.

“Algumas pessoas que contaram que viram os dois disseram que eles estariam consumindo bebidas alcoólicas aqui nas proximidades antes de ficarem conversando aqui no meio da rua. Em seguida, o parceiro da vítima, identificado como Ailton Pereira, puxou uma faca e o golpeou uma única vez, na altura da barriga”, disse.

De acordo com os policiais militares que estavam na cena do crime e que encontraram a arma usada pelo suspeito, após realizarem buscas pela área, a faca usada por Ailton foi encontrada dentro de um matagal e teria sido arremessada para tentar despistar a polícia. A faca suja de sangue da vítima e com as impressões digitais do autor do golpe foi levada para exames no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves.

Um cunhado da vítima que preferiu não se identificar contou que Manoel era reincidente pelo crime de tráfico de drogas. “Ele já foi preso, saiu da cadeia há alguns meses, mas ele não se metia mais com crimes. Ele estava até trabalhando com serviços gerais em uma empresa. Ninguém sabe o motivo de isso ter acontecido”, falou.

Testemunhas contaram que os dois se conheciam e que tinham consumido bebidas alcoólicas antes de pararem no meio da rua e ficarem conversando. “Eles estavam ali parados no meio da rua quando, de repente, o outro homem puxou uma faca, enfiou na barriga do Manoel e depois saiu correndo. Com certeza isso aconteceu por algum motivo banal, porque não houve discussão nem briga”, disse uma moradora que não quis se identificar.

Após perícia feita por peritos criminais do CPC Renato Chaves, o perito Nazareno Melo explicou que “o único golpe que a vítima sofreu foi o suficiente para lhe provocar uma hemorragia interna, pois o ferimento nem deixou marcas de sangue no local”.

Doze horas. Dois assassinatos. Um ciclo fechado. Airton Pereira foi assassinado a golpes de enxada em um terreno localizado na rua da antiga Fábrica de Sabão, no Residencial Park Novo Tenoné, por volta do meio-dia de ontem. Segundo testemunhas, durante a madrugada, ele teria matado um desafeto e desde então era perseguido por conhecidos da vítima.

“Ele esfaqueou o outro de graça. Sem motivo nenhum. Aí começou a caçada. Um carro preto passou a manhã pagando por informações dele até encontrá-lo lá para as bandas do São Pedro [um clube próximo]. Ele saiu fugindo e veio acabar aí. Foram uns vinte minutos de terror”, conta um vizinho que testemunhou a cena e preferiu não ser identificado. Cerca de dez homens divididos em oito motos e um veículo chegaram à rua no encalço de “Negão”, que, sem saída, entrou em um terreno de propriedade privada na tentativa de se esconder. Cercado, ele recebeu vários golpes de enxada nos ombros, nas mãos, em parte da cabeça e no rosto, que teve o lado esquerdo totalmente desfigurado.

“Disseram que o vizinho aqui do lado estava com uma enxada preparando uma massa quando os homens chegaram. Um deles pegou a enxada e usou para matá-lo. Foram muitos golpes”, contou o proprietário do terreno, Júlio Moreira, que foi avisado sobre o crime pela filha.

Poucas informações sobre a vítima foram colhidas no local. Sabe-se apenas que ele era maranhense, fazia alguns serviços como pedreiro e não morava na área. Nenhum familiar compareceu à cena do crime. Para a delegada da Divisão de Homicídios, Cláudia Renata Guedes, trata-se de mais um típico caso de “acerto de contas”. “Não há muitas informações sobre o caso. Todas as características apontam para um acerto de contas, em que a pessoas buscam fazer justiça com as próprias mãos”. A denúncia foi recebida pelos policiais da 8ª Zpol e o caso seguirá sob investigação da Seccional de Icoaraci. (Diário do Pará)

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