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POLÍCIA

Jovem é morto a golpes de terçado

Aos prantos, Janete Pinheiro dos Santos lamentava a morte do filho, Daniel dos Santos, de apenas 15 anos, executado a golpes de terçado em um quarto localizado na passagem das Rosas, no final da linha do Cordeiro de Farias, no bairro do Tapanã, no final d

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Aos prantos, Janete Pinheiro dos Santos lamentava a morte do filho, Daniel dos Santos, de apenas 15 anos, executado a golpes de terçado em um quarto localizado na passagem das Rosas, no final da linha do Cordeiro de Farias, no bairro do Tapanã, no final da noite de sábado (14).

Segundo ela, o filho morava com a avó às proximidades do local do crime e não tinha envolvimento com a criminalidade, tendo apenas o vício de beber com amigos nos finais de semana, apesar de ainda ser adolescente. Ele foi encontrado por vizinhos, que viram, por debaixo da porta de madeira, sangue escorrendo e resolveram empurrar a porta do barraco, encontrando o corpo de Daniel em uma poça de sangue e já morto.

Testemunhas disseram aos policiais da Divisão de Homicídios, tendo à frente a delegada Daniele Bentes, que a vítima foi vista entrando no quarto que era alugado para um homem conhecido apenas como “Robson”, que seria do Moju e estava há dois meses no local. “Pelo menos quatro homens foram vistos saindo do quarto logo após o crime”, disse uma testemunha ao cabo Kennedy, da viatura 9315, da 23ª Zona de Policiamento, que foi acionado pelo Centro Integrado de Operações para atender a ocorrência.

Outra testemunha ouvida pelo DIÁRIO disse que os rapazes chegaram por volta das 19h e depois de um tempo ligaram um rádio gravador em alto volume, sendo que ninguém teria ouvido os gritos do jovem enquanto era cortado com golpes de terçado em várias partes do corpo. O dono da vila, Guilherme Silva, contou aos policiais militares que tem oito quartos que aluga por R$60,00 por mês para pessoas. “Basta eles darem o depósito que eu alugo e não tem contrato”, disse Guilherme, que deve ser chamado à Seccional de Icoaraci para explicar por que não tinha o nome completo do inquilino.

Guilherme disse que, desde que “Robson” chegou à vila, passou a trabalhar como ajudante de marceneiro com ele, uma vez que está construindo uma casa nos fundos da vila. “Ele tinha um fogão, um botijão e um rádio, e a gente só sabia que ele era do Moju”, contou.

O Instituto de Criminalística esteve no local e a Divisão de Homicídios colheu informações que vão ajudar nas investigações para se chegar aos criminosos. “Tem gente aqui que sabe quem eram os caras que estavam no quarto com eles”, disse um policial da Divisão de Homicídios. (Diário do Pará)

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