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POLÍCIA

Advogado de "Dote" diz que há acusações falsas

No quarto dia de prisão de Jociclay Braga Moura, 28, o “Dote”, a situação é de reclusão e de igualdade diante de todos os internos do Centro de Recuperação de Americano III, segundo Thiago Machado, advogado do traficante. Na tarde de terça-feira (17), o a

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No quarto dia de prisão de Jociclay Braga Moura, 28, o “Dote”, a situação é de reclusão e de igualdade diante de todos os internos do Centro de Recuperação de Americano III, segundo Thiago Machado, advogado do traficante. Na tarde de terça-feira (17), o advogado esteve na delegacia do Marco para pegar uma certidão de prisão e a reportagem aproveitou para saber a respeito das estratégias de defesa.

De acordo com o advogado, o primeiro passo é comunicar a prisão de Jociclay para a 4ª Vara Federal do Amazonas, pelo processo criminal correspondente ao crime de tráfico internacional de droga, e para a 2ª Vara do Tribunal do Júri do Ceará , pelo crime de homicídio. “A intenção é agilizar o trâmite processual para que ele seja absolvido ou condenado”, explicou Thiago Machado.

Com relação ao processo relacionado ao tráfico internacional de droga, o advogado diz que provavelmente seu cliente será absolvido. “Nesse caso, ele está envolvido por causa de uma escuta telefônica, onde existem conversas dele com o Zé Roberto, mas em um universo de 20 capítulos (com discriminação dos diálogos) as conversas que aparecem com o ‘Dote’ são mínimas, existem apenas entre 15 a 16 páginas, além disso, não tem nada que comprometa o vínculo com o tráfico”, acrescentou o advogado.

Já o homicídio que “Dote” teria cometido contra a namorada, Vaniele Albuquerque, em Fortaleza, em 2007, é considerado pela defesa um caso mais complicado. “Por se tratar de uma moça muito bonita e ser um caso que mobilizou muitas pessoas na época, a defesa está trabalhando pelo pedido de sentido estrito contra decisão de denúncia, pois não há provas que ele tenha cometido esse crime”, ou seja, o advogado está trabalhando para que “Dote” não seja julgado pelo júri popular

“Dote” já havia sido condenado pela justiça do Pará em 9 anos e seis meses, por tráfico de droga, contudo ele estava foragido há dois anos.

EXTORSÃO
Mas, além das questões processuais Thiago Machado disse que existe uma espécie de lenda em torno de seu cliente. “Muitas declarações feitas não são verdadeiras”, disse o advogado. Uma delas é a respeito dos R$ 500 mil que “Dote” teria oferecido à equipe do Eder Mauro, após a prisão. “Ele não ofereceu dinheiro nenhum, isso não procede”, afirmou o advogado.

Sobre o fato, o delegado confirmou o episódio ocorrido entre “Dote” e policiais da delegacia do Marco. “Depois que eles me comunicaram a prisão, eu ordenei que eles fossem para Teresina, pois eu temia que a gente perdesse a prisão dele em Fortaleza e, quando ele percebeu que estava sendo levado para outra cidade, ele ofereceu R$ 500 mil para a minha equipe”, declarou o delegado Eder Mauro.

Sobre esse tipo de situação, o delegado diz que sempre instrui seus colegas de operação. “Eu sempre converso com eles a respeito disso, eu tenho 30 anos na polícia e o que eu mais prezo é pelo meu nome”, disse o delegado.

Com relação à habilidade que seu cliente teria tido no momento da abordagem dos policiais, o advogado afirmou que é inconcebível. “É só parar e pensar, como é que uma pessoa no ato de uma abordagem policial tem tempo de abrir o celular, retirar o chip e engolir? É só testar fazer isso para ver o tempo que leva”, refletiu o delegado. (Diário do Pará)

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