Após dois meses de investigações, policiais militares da 8ª Zpol finalmente conseguiram desmontar um dos maiores pontos de tráficos da área do Paracuri, no distrito de Icoaraci, em Belém. Segundo a PM, o esquema de venda dos entorpecentes funcionava no bairro do Paracuri II e era controlado pelo jovem Elson Passos do Espírito Santo, 20 anos.
Com o suspeito foram encontradas 200 petecas de pasta base de cocaína, escondidas dentro de um balde, numa mata próximo à casa dele. “Começamos a monitorar a área há dois meses, quando um comparsa do Elson foi detido por porte ilegal de arma. Ao longo desse tempo, levantamos uma série de informações, mas somente agora conseguimos realizar o flagrante”, relatou o cabo PM Pelerano, responsável pela operação.
A apreensão ocorreu numa mata, a poucos metros da casa do suspeito, localizada na rua dos Igarapés, numa comunidade conhecida como “Buraco Fundo”. Segundo o cabo Pelerano, Elson era o responsável por comandar o tráfico no local, considerado como “área vermelha” pela polícia. “Para que a prisão ocorresse conforme o planejado, utilizamos duas guarnições da PM, que fizeram o cerco próximo à casa do acusado para que não houvesse nenhuma chance para ele”, explicou o militar.
Levado para a Seccional Urbana de Icoaraci, o suspeito negou ser dono dos entorpecentes. Segundo ele, as drogas pertencem a um segundo homem, que teria lhe pedido para guardar as petecas em troca de R$ 2 mil. “Elas pertencem a um homem aí, que eu não sei quem é e nem tive muito contato. Ele apenas me pediu para guardar todas as petecas e em troca eu receberia R$ 2 mil por semana, até ele pegar as drogas de volta”, alegou.
Elson disse que nunca teve passagem pela polícia e que só aceitou guardar os entorpecentes porque estava passando por dificuldades financeiras. “Eu estou arrependido de ter feito isso. Se pudesse voltar atrás, não teria feito. Guardei a droga com tanto cuidado e não receberia nada até agora. Só aceitei esse serviço porque precisava muito do dinheiro. Além disso, eu não estava vendendo, só estava guardando. E isso não é tão ruim quanto vender. É?” questionou o jovem. (Diário do Pará)
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