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POLÍCIA

Mais um taxista morre após assalto

Morreu na madrugada de ontem no Hospital Metropolitano, o taxista Pedro Oliveira Melo, 59 anos, em decorrência das coronhadas que sofreu dos assaltantes enquanto fora feito refém na noite da última terça, 17, na rodovia do 40 Horas, quando o Frederico Ped

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Morreu na madrugada de ontem no Hospital Metropolitano, o taxista Pedro Oliveira Melo, 59 anos, em decorrência das coronhadas que sofreu dos assaltantes enquanto fora feito refém na noite da última terça, 17, na rodovia do 40 Horas, quando o Frederico Pedro Tavares Barbosa, Gerson Rosário da Silva e uma adolescente tiveram a ação frustrada pela Polícia Militar.

Após o assalto, no qual ele sofreu várias coronhadas, Pedro, que morava só com três filhos teria se preocupado mais em levá-los à escola na manhã seguinte do que se cuidar. “Eu acho que as pancadas o deixaram desnorteado, provavelmente por terem atingido a massa encefálica”, relatou a irmã dele, Nazaré Souza, 47 anos.

Segundo ela, no dia seguinte as crianças perceberam que ele não estava bem, pois parecia perturbado. Ao invés de deixar os filhos na escola, próximo à casa deles, no complexo Ibifran, no bairro do Tenoné, ele rumou para Icoaraci, aonde perdeu o controle do carro, subiu uma calçada e parou finalmente o carro, quando foi socorrido por policiais, e internado em coma no Hospital Metropolitano. Mas ele não resistiu ao traumatismo craniano e veio a óbito.

A família de Pedro vai se reunir para decidir com quem vão ficar os três filhos dele, uma vez que a mãe deles os teria abandonado há anos atrás.

PROFISSÃO PERIGO

A semana encerrou com duas mortes e um sequestro de taxistas, além da prisão de uma quadrilha especializada em assaltar essa classe de trabalhadores, demonstrando, segundo o presidente da Associação de Taxistas o Guajará e da Cidade Nova, Luiz Carlos Nunes, 47 anos, que a profissão de taxista, sobretudo à noite, está se tornando cada vez mais perigosa. Segundo ele, “está sendo produzido um dossiê para chegar ao conhecimento dos órgãos de segurança pública ainda essa semana a respeito dos riscos que a gente corre”.

O taxista Luciano Dias de Souza desapareceu na mesma noite em que Pedro sofreu o assalto. O corpo de Luciano foi achado no dia seguinte, 18, no igarapé dentro do ramal da Antártica, em Benevides. Segundo a associação de taxistas, na última quinta dois homens assaltaram outro taxista, o amarraram e o largaram dentro de uma mata em Marituba, mas ele conseguiu escapar, avisar a polícia, que prendeu os assaltantes. E na última sexta, 20, foi presa uma quadrilha especializada em assaltar taxistas em Marituba.

“O maior risco é a noite, porque a gente não pode ficar escolhendo passageiro. E dá medo quando eles querem ir a algum bairro perigoso”, reclamou o taxista Anderson Barbosa, 31 anos, que agradece a Deus por trabalhar no ramo há 12 anos e nunca ter sido assaltado. (Diário do Pará)

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