Foram quatro dias de aflição. “Durante esse tempo eu não conseguia dormir nem comer direito. Foram dias de muita dificuldade aqui em casa”, afirma o carroceiro Paulo Galvão, 43 anos, proprietário da égua Luana. O animal, roubado no último dia 11 de abril, enquanto pastava num campo próximo a casa do carroceiro, no bairro Almir Gabriel, em Marituba, foi encontrado sábado passado após ser reconhecido numa matéria do DIÁRIO.
“Ligaram para a minha casa dizendo que tinham encontrado a Luana no conjunto Uirapurú, lá pelas bandas do Icuí-Guajará. A pessoa que ligou não quis se identificar, disse apenas que tinha reconhecido o animal pela foto no jornal e que ele estava perambulando pelas ruas do conjunto”, explicou Paulo Galvão.
Mesmo desconfiando da denúncia, o proprietário da égua resolveu ir ao local para checar a informação. “Eu não confiei muito no telefonema, porque a pessoa que ligou não revelou a identidade. Mas mesmo assim, chamei um amigo e fomos lá para saber se não era uma cilada. Mas, pra minha surpresa, assim que cheguei ao local, de longe a Luana me viu e começou a relinchar”, conta emocionado.
Moradores da rua onde a égua foi encontrada confirmaram a suspeita de Paulo e disseram que o animal foi roubado por um homem conhecido como Mazinho. “E pra completar, esse Mazinho ainda vendeu o animal pra outro homem aqui da área”, revelou um morador do conjunto Uirapurú, que preferiu manter o anonimato.
Segundo Paulo, a égua foi encontrada visivelmente maltratada. “Além de apresentar ferimentos no rosto, a Luana estava com muita fome. Tanto que na hora que eu trouxe ela pra casa e coloquei comida na bacia, ela devorou num instante, algo que ela leva em média uns 20 minutos pra comer”.
Feliz com o desfecho da história, o carroceiro diz que não guarda mágoa do homem que roubou o animal e que a partir de agora, o cuidado com a égua será muito maior. “Agora que tudo voltou ao normal, que a Luana foi encontrada e eu voltei a ganhar o meu pão de cada dia. Só me resta ficar mais atento, para que isso jamais volte a acontecer”, conta, abraçando o animal. (Diário do Pará)
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