Considerado o mal do século, o entorpecente é o crime que hoje abarrota as cadeias do país. A droga não escolhe raça, credo, nem posição social e devasta famílias inteiras para um abismo de dois resultados: a morte ou a cadeia.
A polícia combate com rigor prendendo traficantes, mas a legislação, ainda menos rigorosa, e a falta de oportunidade para o apenado fazem com que eles voltem à atividade criminosa, se tornando reincidentes para mais uma temporada nas cadeias.
Foi assim com um casal do tráfico de drogas apanhado com a “mão na botija” pelo grupamento “Falcões”, pertencentes ao efetivo da 17ª ZPol, em Santa Isabel do Pará.
Jackson Negrão da Silva e sua companheira, a doméstica Giselle do Socorro Pinho Santos, foram presos portando certa quantidade de drogas, após denúncias anônimas a Polícia Militar feitas por populares insatisfeitos com a atividade criminosa na rua.
“A Zpol recebeu a denúncia e mandei o cabo Borges com os soldados Joel, Ocival e Almeida fazerem o cerco nas motos, enquanto a viatura do cabo Chagas e Damasceno chegava no apoio, que resultou na prisão do casal”, informou o capitão Josimar.
Interrogado pela delegada de plantão na Seccional de Santa Isabel do Pará, Jackson Negrão da Silva negou a venda da droga, afirmando que estava em casa quando a PM chegou. Ele disse que o material entorpecente encontrado é de uso pessoal.A doméstica Giselle do Socorro Pinho Santos afirmou que estava na casa de um adolescente, atendendo um deficiente, quando a Polícia Militar fez o cerco e, neste momento, voltou para sua casa, onde os militares estavam com seu companheiro, apresentando a droga encontrada.
Para surpresa da indiciada, a soldado Débora fez uma revista em Giselle do Socorro, encontrando em suas partes íntimas dois papelotes de pasta base de cocaína. Na residência do casal, a polícia apreendeu mais sete papelotes da mesma substância em um pote.
O capitão Josimar informou que Jackson ainda tentou correr e se esconder da guarnição, no entanto, depois de buscas nas áreas próximas, o mesmo foi capturado.
Segundo os polícias, no local da ocorrência, eles confessaram que vendiam os entorpecentes por R$ 10,00, mas na frente da autoridade policial negaram ser os donos da droga. O casal foi autuado por tráfico e está à disposição da justiça. (Diário do Pará)
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