Rafael Fábio da Silva, 31 anos, foi recapturado em Castanhal, nordeste do Estado. Ele estava foragido desde 2004, quando foi preso por assalto a mão armada. Nas ruas, Rafael dizia que era delegado e ameaçava os cidadãos com uma pistola.
Com uma arma Ponto 40, de uso exclusivo das polícias, Rafael Fábio, amedrontava as pessoas em Castanhal. Ele afirmava ser delegado da polícia civil e queria tratamento diferenciado, como regalias em shows e descontos em restaurantes. De tanto se exibir com a arma, ele acabou levantando suspeitas de frequentadores de um bar no bairro do Milagre. Um investigador recebeu a denuncia de que havia um homem armado intimidando as pessoas, no local o policial pediu para que o falso delegado se identificasse, mas foi surpreendido com a arma apontada em sua direção. “Quando cheguei ao bar, pedi a carteira de identificação da polícia civil, foi ai que ele apontou a arma pra minha cabeça, dizendo: ‘está aqui minha carteira’, fiquei apavorado e voltei para buscar ajuda”, disse o investigador.
Depois de constranger até o policial, Rafael Fábio fugiu. Dias depois foi detido numa blitz da polícia na praça do Estrela. O homem estava pilotando uma motocicleta de origem duvidosa. Veiculo e suspeito foram encaminhados a delegacia, e foi lá que novamente aconteceu o encontro de Rafael e o investigador. Rafael Fábio, acabou confessando que é foragido da justiça. Ele estava há quase dez anos escondido e brincando de ser delegado. Ele comandava assaltos a carga na região de Castanhal, a polícia acredita que ele possa estar envolvido a uma serie de roubos na cidade modelo. “Ele é extremamente perigoso, se passava por delegado para se aproximar e intimidar as pessoas, estamos investigando os crimes cometidos em Castanhal e esperando as vítimas comparecerem na delegacia”, disse o superintendente da zona do salgado, delegado Luiz Xavier.
A superintendência do salgado informou que não existe dentro da polícia civil qualquer motivo para haver truculência entre o órgão e a comunidade. “Queria até pedir desculpas para a comunidade, pois esse elemento usou nosso nome para se aproveitar das situações e ameaçar os moradores, mas queria dizer que isso não é papel de nenhum investigador e muito menos delegado da polícia civil”, disse Luiz Xavier. (Diário do Pará)
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