Morreu com uma facada nas costas, na noite do último domingo (22), supostamente por um motivo banal, Priscila Melo dos Santos, 23 anos, na rua Ubirajara Filho, na estrada da Brasília no distrito de Outeiro. O suspeito de ter cometido assassinato foi José Antônia Gaia Salazar, conhecido por “Parreca”, que, segundo testemunhas, teria bebido com a vítima desde a noite anterior, e após uma discussão teria pego uma faca e desferido um golpe contra a costa da vítima.
“O Parreca estava bebendo na casa do pai dele com a Priscila e mais um outro, um tal conhecido por Rui. A discussão começou porque o pendrive dele [Parreca] caiu na vala, mas ele não percebeu, então começou a acusar a Priscila. Começou uma discussão feia de dois porres, e então ele entrou na cozinha do pai dele, pegou uma faca e a golpeou”, relatou uma testemunha que preferiu não se identificar.
A facada foi dada próximo ao portão da casa do pai do Parreca. Priscila ainda foi socorrida por uma amiga que atravessou a rua e a levou para a casa dela, que fica quase em frente à casa onde a confusão se deu, mas não resistiu ao ferimento e morreu logo em seguida. “Eu ouvi os gritos e não demorou muito me chamaram.Quando eu cheguei lá, eu chamava, mexia os dedos dela, mas ela não respondia. Eu então tentei sentir o pulso no pescoço dela, mas já não tinha jeito”, lamentou uma vizinha.
“Bebida só dá nisso. A moça parece que nem era daqui. Parece que ela era do Benguí”, comentavam os curiosos, que só arredaram o pé de frente da casa onde a vítima veio a falecer depois que o carro da remoção do Instituto Médico Legal deixou o local. Mas não sem antes procurar os fotógrafos da imprensa para ver as imagens nos displays das câmeras, uma vez que a delegada Cristina Esteves da Divisão de Homicídios não permitiu que nenhum curioso adentrasse a casa da amiga da vítima para ver o corpo.
“Segundo informações que colhemos, o Parreca, não faz muito tempo, cumpriu pena na prisão por assassinato”, informou a delegada. O pai do suposto assassino, que toma remédio controlado, ainda teve que comparecer para prestar esclarecimentos à Delegacia de Polícia, onde o caso foi registrado. (Diário do Pará)
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