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POLÍCIA

Mulher e Sargento são executados

Aqui ladrão não se cria, não. Nego aprontou, morre logo”, declarou uma testemunha do crime que matou Valdirene Alves Silva, 30 anos, e feriu gravemente Romario Farias Ramos (Ratinho), 18 anos, às 23h30 da última quarta (25), na rua Pará, bairro Novo, em T

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Aqui ladrão não se cria, não. Nego aprontou, morre logo”, declarou uma testemunha do crime que matou Valdirene Alves Silva, 30 anos, e feriu gravemente Romario Farias Ramos (Ratinho), 18 anos, às 23h30 da última quarta (25), na rua Pará, bairro Novo, em Tailândia. Segundo a testemunha, que não sabia que estava fazendo declarações à imprensa, “Ratinho” vinha praticando roubos na cidade e, “no município de Tailândia, roubou, morreu”.

Segundo uma testemunha ocular, que também não sabia que conversava com o DIÁRIO, dois homens em uma moto vieram perseguindo as vítimas, que estariam com mais uma pessoa numa só moto. Quando “Ratinho”, que conduzia a moto, percebeu que não poderia mais fugir, parou a moto e tentou correr para um lado, enquanto Valdirene corria pra outro, e a terceira pessoa também foi para uma direção diferente. Mas os executores teriam mirado somente nas pessoas que eles acabaram acertando.

Depois de mais de seis tiros disparados, “Ratinho” teria recebido um disparo na costa e a moça, um no pescoço e outro na perna.
“Depois que ele acertou a mulher, ela ainda caminhou mais alguns metros cambaleantes e caiu. Os dois homens fugiram na moto, mas, antes, o que atirou ainda chutou o corpo dela”, revelou. Impressionou a velocidade com que a funerária chegou para remover o corpo da mulher. Menos de 15 minutos após o homicídio, o carro estacionou já com a carroceria apontada para a retirada do corpo, sem que fosse feita a perícia criminal pela Polícia Civil. Mas a própria não permitiu que o corpo saísse sem o procedimento pericial.

Esteve no local o sargento Jucelino, da 6ª Companhia da Polícia Militar de Tailândia.

CINCO TIROS
Com cinco tiros na cabeça, foi executado o sargento Camargo, na travessa Curuçá, no centro comercial de Tailândia, às 16h30 de ontem. Dois homens em uma moto se aproximaram do sargento enquanto a vítima bebia no Boteco da Raposa. Eis que o carona, um homem negro e alto, puxou a arma e efetuou os disparos fatais.

Depois da execução, o assassino ainda teria pego a arma do sargento, subido na moto e fugido dali. “Esse sargento era muito perverso. Ele não deve ter matado menos do que cinquenta. Quando ele tirava a farda, então....”, comentou um dos vários curiosos que rapidamente acotovelaram-se para ver o estado do corpo antes que alguém o cobrisse. “Pensa que policial é blindado, é?”, ironizou mais um.

O tenente Elder Baran, da 6ª Companhia da Polícia Militar de Tailândia, disse que o sargento estava afastado das funções de policial por estar de licença médica. “Estão matando gente aqui em Tailândia como se mata cachorro”, desabafou uma comerciante, que em menos de 15 minutos depois do fato já sabia detalhes do acontecido, mesmo estando a quase um quilômetro de distância. (Diário do Pará)

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