A agricultora Cristiane Santos Fantin confessou que jogou o seu bebê, de apenas dois dias de vida, ainda vivo, no poço da casa onde estava hospedada, na cidade de Uruará, na última quarta-feira. A confissão foi feita por ela ontem, na Delegacia de Uruará, ao delegado Godofredo Martins Borges.
O corpo da criança foi retirado do poço por volta das 14 horas de sábado, depois que os moradores perceberam o mau cheiro e chamaram o delegado. A razão seria o seu estado de puerperal no estresse pós-parto, além da suposta rejeição do namorado por um terceiro filho.
Ela, juntamente com todos os moradores da casa, que pertence aos familiares da agricultora, prestaram depoimento e o corpo foi levado para o IML de Altamira, onde passará por necropsia. Cristiane teve a criança na segunda-feira, no hospital de Uruará e se alojou na casa de familiares. Ao delegado, ela contou que jogou a criança no poço antes do anoitecer, quando ficou sozinha na casa. Quando aconteceu um “apagão” na cidade, a criança já estava morta.
Apagão
Cristiane havia informado à polícia que, na hora do apagão, foi apanhar uma vela no quarto ao lado para levar para a irmã da dona da casa que estava no banheiro. E quando ela se ausentou por alguns instantes, ouviu o seu filho de dois anos e seis meses chorar. “Quando retornei, o bebê já não estava na cama, havia desaparecido”, informou à polícia.
A polícia investigou o desaparecimento do bebê em toda a região da Transamazônica, inclusive uma força tarefa foi montada na cidade de Santarém. A informação era de que o bebê havia sido raptado do berço no momento em que aconteceu o apagão elétrico na cidade de Uruará. Desde o instante em que a mãe notou a ausência do bebê no quarto. começou o desespero da família sem entender o que havia acontecido. (Diário do Pará)
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