Está preso, com base na lei "Maria da Penha", por violência doméstica contra a ex-companheira, o agricultor Adilson Costa Barros, em Rurópolis, sudoeste do Estado. A prisão foi efetuada após denúncia de conselheiros tutelares que haviam ido à casa do acusado para fazer uma visita de rotina com objetivo de verificar a situação de risco dos filhos menores da vítima.
Acionados pelos conselheiros, policiais civis foram até o local, na rua Orquídea, bairro Bom Jardim, onde o acusado foi detido. Adilson foi imediatamente conduzido à Delegacia para ser lavrado o procedimento policial com base nos artigos 150, caput, e 147, do Código Penal, combinado com artigo 7º, incisos I e II, da Lei nº 11.340/2006.
Segundo o delegado Ariosnaldo Vital Filho, a vítima Maria de Lourdes dos Santos, ex-companheira do acusado, infomou ter sido ameaaçada de morte pelo agricultor. A cena da ameaça foi testemunhada pela equipe do Conselho Tutelar. Conforme os relatos coletados, Adilson Barros chegou à casa fazendo ameaças à mulher, que, com medo, trancou-se no imóvel. Assim, o acusado passou a dar murros na parede e a bater no chão com uma pedra, para intimidá-la e obrigá-la a abrir a porta. Uma representante do Conselho Tutelar e pessoas da comunidade tentaram contornar a situação, porém, o agricultor armou-se com uma pedra e atingiu os pés da conselheira.
Conforme o delegado, a mulher não aceita mais conviver com o agricultor. Este, por sua vez, alega que a casa é de sua propriedade e, por isso, exige que a mulher saia do imóvel com os seis filhos menores. Enquanto os dois eram ouvidos pelo delegado, o agricultor fez novas ameaças de morte à mulher, o que fez o policial civil dar voz de prisão ao acusado. Maria de Lourdes formalizou requerimento sobre as medidas protetivas previstas em lei, pois está grávida de sete meses e o pai do filho que espera é o agressor.Uma faca de mesa com 20 centímetros de comprimento, usada por Adilson Costa para ameaçar a ex-companheira, foi apresentada pela mulher e apreendida pelo delegado. (Polícia Civil)
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