Foram presos na manhã de quarta-feira (02) os irmãos Reginaldo da Silva Tavares, 29 anos e Giovane da Silva Tavares, 23 anos, suspeitos de terem participado de um espancamento que resultou na morte de Moisés Ronan de Morais Rabelo, 26 anos. O crime teria sido cometido durante uma festa realizada dentro do clube da Estacom, no 40 Horas, no fim da noite de anteontem. “Um cara que estava junto com ele [a vítima] me acertou um soco. Só que nós não vimos quem foi porque estava muito escuro, mas vimos que ele estava com o cara, então nós o cercamos. Eu não cheguei a bater com pau, apenas dei umas bicudas, mas muita gente deu paulada nele. A intenção era só dar uma surra mesmo. Estava todo mundo porre”, se defendeu Reginaldo.
O irmão dele, Giovane, disse porém, que não participou do espancamento. No entanto, uma testemunha, amigo de Moisés, disse que de fato muitas pessoas participaram do espancamento, mas foram mesmo Giovane e Reginaldo, os dois presos, os que mais bateram.
“Uma coisa que nós temos que avaliar é a segurança dessa festa. Como é que dentro de uma festa um rapaz é espancado e ninguém faz nada?”, questionou o tio de Moisés, Sebastião Filho, que logo apontou um dos responsáveis pelo evento que também estava na Seccional da Cidade Nova, onde os dois suspeitos foram apresentados.
PARENTE?
O suposto responsável pela festa não quis se identificar, mas tentou convencer a reportagem que era parente de um fotógrafo do DIÁRIO, e pediu que o nome do clube não fosse mencionado.
Ele disse que na festa haviam 15 seguranças, e que, nos cerca de cinco minutos que durou o espancamento, nenhum segurança chegara a tempo porque o fato se deu num local afastado de onde os seguranças estavam. (Diário do Pará)
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