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POLÍCIA

Mulher é assassinada com 12 facadas

Maria do Socorro de Souza Rodrigues, 52 anos, foi assassinada com cerca de 12 facadas na madrugada de quarta-feira (02) na alameda Acataussu Nunes, entre travessas Mariz e Barros e Timbó, bairro do Marco. O principal suspeito do crime é o ex-marido, de qu

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Maria do Socorro de Souza Rodrigues, 52 anos, foi assassinada com cerca de 12 facadas na madrugada de quarta-feira (02) na alameda Acataussu Nunes, entre travessas Mariz e Barros e Timbó, bairro do Marco. O principal suspeito do crime é o ex-marido, de quem ela já estaria separada há anos, e com quem estaria vivendo um período de reconciliação.

Os dois haviam voltado de algum programa em comum no feriado do Dia do Trabalhador para a vila onde Maria do Socorro estava morando há dois meses. Por algum motivo ainda desconhecido o casal teria começado uma discussão e crianças que haviam sido deixadas pela mãe dormindo num kit-net ao lado da mesma vila teriam ouvido a vítima pedir socorro por ter sido esfaqueada.

“As crianças então imediatamente ligaram para a mãe delas que, estava trabalhando, e reportaram o fato. A mãe então disse que provavelmente era só uma briga de casal e recomendou que eles voltassem a dormir”, relatou o delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios.

Somente por volta das 11h30 os vizinhos começaram a achar muito estranho que a casa ainda não estivesse aberta. Eles então procuraram o dono da vila e comunicaram a ele a preocupação de que uma das inquilinas dele pudesse estar morta dentro da casa.

O dono da vila então pediu conselho a um policial, amigo dele, que mora próximo dali e o PM aconselhou que ele comunicasse o fato ao Centro Integrado de Operações (CIOP). Assim ele fez, e quando a VTR 9142 da Polícia Militar chegou ao local o proprietário abriu o kit-net e encontrou a mulher morta na entrada da cozinha.

Alguns curiosos comentaram que a família dela é quase toda do bairro do Jurunas, mas ninguém soube informar o contato de nenhum parente. Pessoas que estavam num bar próximo ao local do crime teriam visto quando o homem saiu de dentro da casa, apressado, sem falar com ninguém. Mas ninguém podia imaginar, naquelas circunstâncias, o que ele havia deixado para trás.

MARCAS DE UMA COVARDIA
“Toda ação aconteceu na cozinha. A mulher apresentou muitas lesões na parte posterior do antebraço, então provavelmente a vítima ainda tentou se defender do agressor, que, pela quantidade de golpes, tinha mesmo a intenção de matá-la. Ao todo, foram contabilizados cerca de 12 golpes. Ela provavelmente morreu devido ao intenso sangramento por consequência das facadas”, apurou o perito Jadir Ataíde.

Maria do Socorro, segundo a polícia, era pensionista. A casa não foi revirada e não foi detectado o sumiço de nenhum bem. A informação que chegou até a polícia é que a vítima já estava vivendo longe do cônjuge suspeito do crime há anos, e há cerca de 10 dias eles voltaram a sair, provavelmente tentando reatar o relacionamento.

Foram localizadas no kit-net várias fotos que foram levadas para serem reconhecidas posteriormente por parentes da mulher, para que a polícia tenha pistas do suspeito que, mesmo sem a identificação confirmada já é considerado um foragido por ter fugido do local do crime.

No assoalho de madeira da vila, marcas de sangue pelo chão davam clara impressão de que a mulher ainda caminhou pela casa em agonia. A polícia acredita que ela deve ter sido morta com uma faca do tipo peixeira da própria cozinha. Todas as facas da casa e todos os panos manchados de sangue foram recolhidos para que a perícia seja completada. (Diário do Pará)

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