Foi preso nesta quinta-feira(3), o estudante univeritário Albertino Luiz Ramos Cardoso de 26 anos. Contra ele foi pedida a prisão preventiva expedida pela Vara de Crimes Contra Crianças e Adolescentes da Capital, por prática do crime de violação sexual.
Albertino foi denunciado à Polícia Civil por um grupo de seis adolescentes, que disseram sofrer abuso sexual. Segundo as vítimas, o acusado identificou-se como presidente do Instituto Ecoar, organização que tinha por objetivo promover ações sociais, práticas de esportes e profissionalização para adolescentes do bairro da Terra-Firme.
A delegada responsável pelo caso, Simone Edoron, informou que o acusado se reunia com os jovens em uma quadra de esportes de um clube recreativo do bairro, onde incitava os adolescentes a manter relações sexuais homoafetivas. "Ele dizia aos adolescentes que era proibido manter envolvimento heterossexual", disse a delegada
O grupo era formado em sua maioria, por meninos, conforme os autos do inquérito policial. Após adquirir a confiança das vítimas, o acusado apresentou aos jovens um exame médico, dizendo ser portador de doença grave e rara e que somente conseguiria a cura se ingerisse esperma. Para sensibilizar as vítimas, Albertino chorava muito e constrangia os jovens a praticar coito anal com ele e, da mesma forma, obrigava os adolescentes a praticar sexo oral. "As vítimas informaram que o abusador dizia que somente teria a cura através de contato físico, não aceitando receber o esperma de outra forma. Disseram ainda que ele promovia viagens para os balneários turísticos de Mosqueiro e Outeiro, em Belém, com objetivo de violar os adolescentes.
À Polícia as vítimas informaram que se sentiam constrangidas com o fato e por isso não comentavam entre si a situação", apurou a delegada.
As vítimas informaram que através de chat, sistema de bate-papo da internet, o indiciado indetificava-se como espírita e usava o apelido de "Pai José" para incentivar os adolescentes a terem novas experiências sexuais com ele.
Diante das investigações e com base nas provas coletadas, a Justiça decretou a prisão do acusado que agora permanecerá à disposição da Justiça. O inquérito já foi concluído e encaminhado para apreciação da Justiça. "Nossa preocupação em divulgar os fatos é a possibilidade de identificarmos outras vítimas que se sintam encorajadas a denunciar o crime", asseverou a policial civil. As denúncias devem ser encaminhadas ao serviço Disque-Denúncia por meio do fone 181.
(DOL com informações da Polícia Civil)
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