No início da manhã de quinta-feira (03), o mototaxista Rosivagner da Conceição Viana, 34 anos, foi executado na rua Umarizal, entre as ruas São Benedito e Sergio Lobato, no bairro do Barreiro, em Belém. De acordo com a polícia, o crime foi motivado por um acerto de contas, comandado por um homem de prenome Max, que seria primo de um antigo desafeto da vítima. “Segundo o que nós levantamos na área, o mototaxista teria matado há tempos atrás um primo desse Max, apontado como o mandante do crime. Ou seja, pelo que tudo indica, esse homicídio é um acerto de contas que já estava premeditado”, afirmou o cabo PM Sena, da 1ª Zpol.
Ainda de acordo com o cabo, além de Max, o crime também teve a ajuda de dois comparsas, identificados somente pelos apelidos de “Bochecha” “Boca’. “Todos moradores do bairro do Barreiro e considerados pela polícia, como elementos de alta periculosidade, com crimes de assalto e homicídios nas costas”, revelou o militar.
A mulher da vítima, Suelen Ribeiro, esteve no local e afirmou desconhecer a versão apresentada pela polícia. “Eu nunca soube que o Rosivagner tenha matado alguém ou tinha uma rixa com a família desse tal de Max, como disse a polícia. Que eu saiba, o meu marido é um homem trabalhador, que nunca teve envolvimento com criminalidade. E isso eu garanto”, afirmou a mulher.
Moradores da área disseram que a vítima morava no conjunto CDP, no bairro de Val de Cães, mas era acostumado a trabalhar como mototaxista no bairro do Barreiro. “Eu não posso afirmar se o Rosivagner tinha ou não tinha envolvimento com a criminalidade, eu só sei que ele nunca aparentou isso aqui pela rua. Eu conheço toda a família dele, que é da cidade de Cametá e até agora nunca tinha ouvido falar desse lado criminoso que a polícia está afirmando”, contou uma moradora do bairro, que prefere não se identificar.
Policiais civis da Divisão de Homicídios e Peritos do Instituto Renato Chaves estiveram na área para fazer os primeiros levantamentos do crime. Para os investigadores da polícia civil a hipótese mais provável do crime também é acerto de contas. “Mas a afirmação mesmo, só teremos com a prisão dos acusados e com o fim das investigações”, revelou um investigador. (Diário do Pará)
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