“Já vi muitos como esse aí. Bebe, bebe, bebe até morrer”. Assim Antônio Farias Correa, de 70 anos, que há mais de 50 anos trabalha no Ver-O-Peso, definiu a causa da morte do indivíduo identificado pela polícia somente como Eduardo, vulgo “Mucura”.
Conhecido carregador de peixe da área da pedra do mercado mais popular da cidade, “Mucura” teria passado todo o sábado bebendo e já havia entrado pela madrugada de domingo quando deitou debaixo de uma marquise, na avenida Portugal, em frente à praça do Relógio.
Segundo seu companheiro de copo, que estava completamente embriagado e se identificou como Isaldo de Jesus Torrão dos Santos, “Mucura” teria pedido um copo de leite que ele foi pegar numa barraca próxima, porém quando voltou ele já estava morto. Isso teria acontecido por volta de 1h de domingo (06), mas o fato só fora comunicado à polícia por volta das 5h30, quando uma viatura da do 2º Batalhão da Polícia Militar, da 6ª Zpol, chegou ao local. Segundo os militares, “Mucura” não tinha passagem pela polícia.
Isaldo, apesar do estado de embriaguez em que se encontrava, contou que o amigo vivia “amasiado” com um homossexual portador do vírus HIV, de quem “Mucura” haveria contraído o mesmo vírus.
O Serviço de Remoção do Instituto Médico Legal, do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, chegou ao local por volta de 7h30. O corpo do morador de rua foi levado pelo o IML para ser necropsiado. Mas, para os curiosos que estavam no local, não havia dúvidas, o homem, que aparentava ter entre 50 e 60 anos, morreu pelo excesso de ingestão de bebidas.
O caso foi registrado na Central de Flagrantes da Seccional de São Braz. (Diário do Pará)
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