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POLÍCIA

Homem é morto e arrastado pelas ruas

Os rastros de sangue encontrados no início da manhã de segunda-feira (07), pelas ruas do bairro do Bengui, em Belém, mostravam a crueldade do crime. O ex-presidiário José Augusto do Carmo Silva, 33 anos, foi morto a pedradas e arrastado por cerca de 200 m

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Os rastros de sangue encontrados no início da manhã de segunda-feira (07), pelas ruas do bairro do Bengui, em Belém, mostravam a crueldade do crime. O ex-presidiário José Augusto do Carmo Silva, 33 anos, foi morto a pedradas e arrastado por cerca de 200 metros do local do homicídio. Segundo a polícia, o crime ocorreu na Passagem Santa Lucia, próximo a uma casa onde a vítima estaria consumindo bebida alcoólica na companhia de outros homens. “De lá, o homem foi arrastado até a rua Ferreira Filho, próximo da Rua Yamada. Todos os indícios do homicídio levam a polícia a acreditar que o crime é mais um acerto de contas, já que a vítima era ex-presidiário e, provavelmente, tinha pendências com outros criminosos”, relatou o cabo PM Jefferson, da 10ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp).

De acordo com o delegado Arnaldo Mendes, da Seccional da Marambaia, que esteve no local acompanhando o trabalho da perícia, a vítima era moradora do bairro e já teria cumprido pena de 12 anos pelos crimes de estupro e assalto. “As informações que levantamos na área contam que o José Augusto era conhecido no bairro pelo apelido de Jabuti e os vizinhos sabiam que o mesmo era ex-presidiário. Além disso, testemunhas afirmaram que a vítima passou a noite bebendo na companhia de uns supostos amigos. Entre estes, um indivíduo de prenome Isaias, apontado como um dos autores do homicídio”, afirmou o delegado.

Peritos do Instituto de Periciais Cientificas Renato Chaves estiveram no local e disseram que nenhuma marca de tiro foi encontrado no corpo da vítima. “Além disso, não encontramos nenhuma marca de fio amarrado no corpo, o que leva a crer que o homem foi arrastado por uma ou mais pessoas sem nenhum tipo de suporte para diminuir a tração”, revelou uma perita.

Uma equipe de policiais civis da Divisão de Homicídios, sob o comando do delegado Vicente Gomes também esteve na área para fazer os primeiros levantamentos do crime. Segundo ele, apesar da lei do silêncio prevalecer na área, todos os trabalhos de investigação apontam para um crime de acerto de contas. “Mas essa afirmação mesmo, nós só vamos ter com o término das investigações”, concluiu o delegado. O caso foi registrado na delegacia do Bengui. (Diário do Pará)




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