O motorista da Polícia Civil, José Maria Tenório Maciel foi apreendido em flagrante no final da manhã de segunda-feira (07), com 32 envelopes de cocaína e um revólver calibre 38 dentro de um carro particular onde transportava uma mulher de 42 anos.
A vítima conta que por volta das 9h Maciel e o falso policial (conhecido como “bate pau”) Reginaldo Favacho Cavalheiro entraram em sua residência, no bairro do Telégrafo, à procura de drogas. Disseram à mulher que receberam denúncias que na casa teria certa quantidade de entorpecente e como não teriam encontrado, levaram a mulher para “dar uma voltinha”.
“A droga que ele disse que encontrou foi forjada. Eles são acostumados a fazer isso. Ele, na verdade, estava procurando meu irmão de 17 anos que está foragido há duas semanas por ter cometido assalto com refém”, confessou Ana (fictício), filha da mulher.
ETRATÉGIA
Ana disse que não estava no momento, mas o namorado avisou que dois policiais teriam levado a mulher. Foi então que Ana ligou para o celular da mãe e começou a suposta negociação.
Nas ligações que foram gravadas por Ana, o policial exigia que fosse pago R$ 3 mil como resgate da mulher, caso contrário ele a levaria para a delegacia por ter encontrado droga dentro da casa. Ana disse que não tinha o valor, apenas conseguiria R$ 500,00. Maciel estava irredutível e reforçou a ameaça caso não fosse pago o valor exigido. Ana pediu algum tempo para arranjar o dinheiro e marcou com o policial um lugar para entregar o valor. Foi então que ela ligou para a Corregedoria da polícia e contou que dois homens, supostos policiais, seqüestraram uma mulher e estariam circulando há horas no bairro da Sacramenta, em Belém, e que eles estavam exigindo resgate.
Um oficial da PM de serviço na Corregedoria recebeu a ligação de Ana, e a equipe integrada da Polícia Civil com o apoio da Polícia Militar foi até o local combinado, por volta das 12h, na rua Barão do Triunfo esquina com a avenida Pedro Álvares Cabral e fizeram a apreensão de Maciel e Reginaldo.
O major Valério e o major Moisés, que comandaram a apreensão, levaram os dois para a Divisão Especializada de Crimes Funcionais (Decrif), localizada na Delegacia Geral da Polícia Civil, em São Brás.
DIFERENÇAS
Na Decrif, o delegado Heloi Fernandes - diretor da Divisão os deixou em salas separadas, isolados, apenas tendo contato com os advogados. O policial recebeu a visita de vários advogados e estava livre de algemas, já o “bate pau” foi algemado e teve apenas um advogado. “Pelo fato de Reginaldo não ter nenhum vínculo com o serviço público, é considerado perigoso. Mas o policial não teria motivo para fugir, uma vez que ele é servidor”, explicou o delegado.
Eles ainda seriam ouvidos, mas o diretor autuou em flagrante de imediato Maciel por tráfico de drogas, concussão – extorsão cometida por servidor público, e seqüestro e cárcere privado, respondendo no âmbito administrativo e penal, ainda podendo perder o cargo.
Segundo o delegado, Maciel é lotado na delegacia da Guanabara, no bairro da Guanabara, no município de Ananindeua.
Eles foram levados para o Instituto Médico Legal, onde fizeram exame de corpo de delito e o reconhecimento da droga e da quantidade. Ambos ficarão à disposição da Justiça. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar