Em Oriximiná, o sobrinho matou o tio depois de uma discussão. Os dois haviam acabado de chegar do castanhal e estavam aguardando o pagamento quando se desentenderam. Minutos mais tarde, Verenilson tirou a vida do tio com um único golpe de terçado. O homicídio aconteceu por volta do meio-dia do último domingo, na localidade Ramal dos Três Irmãos, na Estrada do BEC, a 18 quilômetros da cidade. O corpo só foi trazido na madrugada de segunda-feira para a cidade e teve que ser imediatamente enterrado, pois já estava entrando em estado de putrefação.
A vítima, José Gonçalves da Silva, 49 anos, teria tido uma discussão com o sobrinho e filho de criação, Verenilson Gonçalves da Silva, de 25 anos, por causa de comida e por essa razão levou uma terçadada a sangue frio na altura do peito, vindo a falecer ainda no local do crime.
O homicida fugiu. Relatos fornecidos à polícia pelo filho da vítima, José Gonçalves Júnior, o pai estava trabalhando no BEC havia quatro meses na extração de castanha e sempre levava consigo o sobrinho e filho adotivo.
No domingo, os dois desceram do castanhal e vieram para a Vila Três Irmãos, onde receberiam o dinheiro do faturamento para, em seguida, se deslocarem até Oriximiná. O rapaz conta que ouviu relatos dos moradores da vila que os dois sempre estavam juntos conversando e nunca os viram se desentendendo. “Em casa, ele sempre foi obediente e nunca o vi maltratar meu pai”, disse o rapaz, desolado. Ainda segundo testemunhas, os dois chegaram junto com os outros trabalhadores e, como de costume, ficaram em frente às casas conversando e tomando algum tipo de bebida alcoólica.
José Gonçalves estava ao lado do sobrinho, que disse que estava com fome. O tio disse que só tinha comida para ele e, nesse momento, os dois começaram a discutir. Em seguida, a vítima se dirigiu para o interior da pequena residência. Minutos mais tarde, Verenilson levantou-se também e se dirigiu para dentro da casa.
O que aconteceu no interior da casa ninguém sabe dizer, apenas ouviram gritos e, quando chegaram à cozinha, se depararam com o corpo do braçal no chão, enquanto que o sobrinho já não se encontrava mais na casa.
Diante da situação, os demais braçais não tiveram alternativa a não ser esperar que o colega morresse, o que aconteceu logo em seguida. Até ontem a polícia não tinha pistas do assassino. (Diário do Pará)
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