Francisco Moura Marciel Junior, de 23 anos, e José Paulo do Espírito Santo Costa, de 18, acusados de torturar e assassinar o adolescente Patrick Botelho, em fevereiro deste ano, estão hoje (11) no banco dos réus do Fórum Distrital de Mosqueiro para uma audiência de instrução sobre o caso. Durante a audiência, os réus e os denunciantes devem se manifestar sobre o crime e em seguida o juiz definirá qual andamento será dado ao processo.
Os dois acusados chegaram ao local em carros separados e aguardam o início da audiência na carceragem do Fórum. Eles serão apresentados em horários diferentes. O primeiro a se manifestar será Francisco Moura e, em seguida, acontece a audiência com José Paulo do Espírito Santo, que chegou em Mosqueiro em um veículo da Susipe (Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará). Francisco desembarcou de uma viatura da seccional de Mosqueiro, conduzido pelo delegado Nilton Neves.
A movimentação em frente ao Fórum é grande. Jovens da paróquia de Nossa Senhora do Ó, que era frequentada pelo adolescente, familiares e amigos da escola de Patrick se concentram em frente ao edifício com faixas e cartazes com mensagens de justiça.
A acusação dos réus está sendo proferida pelo promotor de justiça de Mosqueiro José Maria Gomes. A advogada Marilda Cantão fará a defesa de Francisco. Reinaldo Jr. será o defensor de José Paulo. As testemunhas de acusação estão sendo as primeiras a se pronunciar. Há expectativa de que durante a fala dos réus seja revelado o nome do terceiro envolvido no assassinato, que ainda não foi identificado pela polícia.
Segundo informações da Secretaria do Fórum Distrital de Mosqueiro, o julgamento final do caso deve acontecer em outubro deste ano. O juiz titular do Fórum, José Torquato, será o responsável pelas sentenças.
O CASO
O jovem Patrick Botelho, 16 anos, foi esfaqueado na noite de 20 de fevereiro, na Praia Grande, no distrito de Mosqueiro. Segundo o que a polícia apurou a partir do depoimento dos acusados, a vítima teria uma relação muito próxima com uma garota que, por sua vez, seria namorada de um dos acusados.
Usando um amigo em comum, o jovem teria sido atraído para a cena do crime, onde foi espancado e morto.
Quando encontrado, foi levado para o Hospital Metropolitano, em Ananindeua, onde sofreu uma parada cardíaca pela grande perda de sangue e não resistiu. O laudo do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foi enviado à Polícia Civil na última semana. O resultado que revela se o adolescente sofreu ou não abuso sexual não foi divulgado. (DOL, com informações do repórter Pedro Paulo Durinho da Rádio Clube e do Diário do Pará)
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