O professor de Biologia do Colégio Pitágoras, em Ananindeua, região metropolitana de Belém, Guilherme Guerra, 27 anos, está sendo acusado de estuprar uma adolescente de apenas 14 anos, que seria sua aluna. Ele foi apresentado na Seccional Urbana da Cidade Nova, na noite da última quarta-feira (9), após a polícia ter ido buscá-lo quando já estava dormindo em sua residência, na WE 25, na Cidade Nova.
A garota conta que tudo teria acontecido porque ela precisava de aulas particulares da matéria, pois estaria com notas baixas. Ela teria recorrido ao professor para que ele a ajudasse e teria marcado um encontro, por volta das 8h de quarta-feira, na casa do professor para acertar o preço e os horários que as aulas seriam ministradas. Segundo a estudante, ao chegar à residência, ele teria pedido que a menina o ajudasse, pois o ventilador estaria pegando fogo. No momento que a menina teria se distraído apagando o incêndio no aparelho doméstico, Guerra teria trancado a porta e a empurrado para a cama. Segundo ela, ele teria dito: “Não grita. Mesmo se você gritar, ninguém vai te escutar, pois não há ninguém na casa”. Ele então teria tirado a roupa da garota, abusado sexualmente dela e ainda ameaçado. “O mais importante eu já consegui. Não conte para ninguém. Se você contar, eu vou te perseguir até o fim”.
Segundo o relato da adolescente, o professor já seria acostumado a abusar de algumas alunas, mas elas nunca teriam tido coragem de denunciá-lo.
A vítima contou ainda que, minutos depois, antes de ir embora, a mãe do professor teria chegado à casa e teria dito: “Mais uma adolescente, ‘Guerra’?”. Ele teria ficado nervoso e inventado que a menina tinha 17 anos e que foi fazer faxina na casa.
O abuso teria acontecido por cerca de três horas e somente às 11h o professor teria deixado a menina ir embora.
No mesmo dia, a menina contou sua versão do fato para a tia e o pai, que imediatamente fizeram o boletim de ocorrência na Seccional Urbana da Cidade Nova. Os policiais foram até a casa do acusado e o levaram para prestar esclarecimentos, mas, diante do delegado de plantão Sérgio Coelho, o professor negou o crime. O DIÁRIO não conseguiu contato com o professor para ouvir sua versão.
No dia seguinte, foi constatado, através de exame no Instituto Médico Legal, que a menina seria virgem e que teria sofrido abusos sexuais recentemente.
Segundo a estudante, a mãe do professor teria ido pessoalmente até a sua casa pedir desculpas pelo filho ter cometido o erro e teria dito que, como prova de arrependimento, seu filho estaria disposto a casar com a menina. “Vamos passar uma borracha em tudo o que aconteceu”, teria dito a mãe do professor.
Revoltada, a mãe da menina acredita que não vão ser as desculpas dele que irão resolver a situação. “Está sendo um sofrimento muito grande. A minha filha não é mais a mesma. Hoje ela passou a tomar remédio para dormir, está fazendo tratamento com psicólogo, toma remédios contra a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. Não vai ser ele casando com a minha filha que vai apagar o trauma que ele deixou nela. Eu espero pela Justiça para que isso não venha se repetir com outras meninas e nem que ele acabe com outras famílias”, desabafou a mãe.
Ontem à tarde, a menina e a mãe estiveram na seccional para conversar com o diretor da delegacia, Aldo Botelho, que com o delegado Marcos Bonfim estará à frente das investigações para apurar os fatos de acordo com o inquérito policial instaurado.
“Ele não foi preso de imediato porque não havia provas. Agora, com o exame constatando, tudo será apurado com muita cautela”, concluiu Bonfim. (Diário do Pará)
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