Um homem, identificado como José Roberto Aguiar, que é cabo da PM, atropelou quatro pessoas na tarde de domingo (13), na rua São Benedito, bairro da Jaderlândia, em Ananindeua. Uma mulher, a filha e duas netas foram atingidas pelo Fiat Uno dirigido por Aguiar quando caminhavam pelo acostamento. Ele ainda atingiu outros dois veículos . Populares acusam o policial de estar descontrolado no momento do acidente.
Fábio Moreira por pouco não foi uma das vítimas do atropelamento causado pelo policial. Ele, a mãe, Ana Maria, a irmã, Cristina, e as sobrinhas viram quando o veículo do acusado atingiu o primeiro carro, mudou de pista e veio na direção do grupo.
“Eu vi ele se aproximando e pulei, mas minha mãe e os outros foram atingidos por ele. Ele só parou porque bateu em um Siena. A Niceise foi para dentro do carro e a Rafaela ficou em cima do capô”, relatou Fábio. Ele informou que o caso mais grave era de sua mãe, que machucou bastante o rosto e estava sentindo muita dor. As demais vítimas receberam atendimento do SAMU (192), mas permaneciam internadas no Hospital Metropolitano. Fábio também recebeu atendimento, mas foi liberado e retornou para a 5ª Seccional da Marambaia, para onde Aguiar foi conduzido após ser detido por outros policiais militares.
Na seccional, Fábio relatou que José Roberto Aguiar tentou deixar o local do acidente, mas os moradores da área cercaram o veículo e impediram a fuga. “Ele disse que estava armado e sacou a arma. Um bombeiro que estava no local tomou a arma dele e ficou meio que fazendo a segurança dele. Um cara desses, policial, fazer uma coisa dessas, é demais”.
REVOLTA
No local do acidente os moradores ainda estavam revoltados com o fato ocorrido. “Muita gente queria linchar e tocar fogo no carro, mas os policiais chegaram logo e conseguiram impedir que isso acontecesse”, contou Maria Adelaide Pantoja, que testemunhou o acidente.
Maria Adelaide acrescentou que o acusado estava acompanhado de uma garota no veículo e que ele permaneceu algum tempo dentro do carro, discutindo com os moradores. “Ele estava visivelmente alterado. Falava arrastado e ameaçava as pessoas”, afirma a moradora.
O sargento Hélio, que conduziu Aguiar para a seccional, conversou com o acusado, que teria confirmado estar sob efeito de álcool. “Ele admitiu a responsabilidade pelo acidente. A Polícia Militar não está se negando a fazer o seu trabalho. Agora está sendo feito o boletim de ocorrência e o rito do caso”, explicou o policial.
(Diário do Pará)
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