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POLÍCIA

Jovem é morto com tiros na cabeça

Nem a presença da Polícia Militar, ostensivamente nas ruas, na noite sábado (12), impediu que motoqueiros assassinos executassem, com dois tiros na cabeça, a Waldinei de Abreu França, de 23 anos, que estava na esquina da rua São Pedro com a estrada do Cur

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Nem a presença da Polícia Militar, ostensivamente nas ruas, na noite sábado (12), impediu que motoqueiros assassinos executassem, com dois tiros na cabeça, a Waldinei de Abreu França, de 23 anos, que estava na esquina da rua São Pedro com a estrada do Curuçambá, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém.

O crime aconteceu por volta das 20h em um local de grande movimentação de pessoas e veículos, por conta dos estabelecimentos comerciais às margens da estrada do Curuçambá. Waldinei de Abreu França estava quase em frente a um supermercado quando dois homens em uma motocicleta chegaram como se fossem clientes do comércio, tendo o garupa saltado e, à queima-roupa, disparado contra a cabeça da vítima.

Por morar próximo ao local do crime, logo o corpo foi cercado por familiares, que lamentavam o crime. Uma irmã da vítima disse ao delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios, que o irmão era uma pessoa trabalhadora e benquista na comunidade, não tendo inimigos. “Ele nunca se meteu em confusão. Já ia voltar a trabalhar na segunda-feira, depois que deixou o trabalho na Anac”, disse a irmã.

O cabo M. Silva, da viatura 8308, integrante da 20ª Área Integrada de Segurança Pública, havia passado pelo local do crime minutos antes. “A minha guarnição vinha de um homicídio na estrada do Maguari e passamos por aqui agora. Há menos de menos de dois minutos fomos acionados para voltar que tinham matado uma pessoa”, disse o cabo M. Silva.

O cabo e o soldado Soriano tiveram dificuldade em isolar a área devido o grande ajuntamento de pessoas curiosas e familiares, que se descontrolavam ao ver o corpo de Waldinei de Abreu França estendido na calçada com dois tiros na cabeça. O delegado Lenoir Cunha foi acionado pelo DIÁRIO quando saia da passagem Boa Esperança, de outro homicídio, chegando em menos de dez minutos à estrada do Curuçambá com a passagem São Pedro. Ele conversou com possíveis testemunhas do crime, mas a “lei do silêncio” falou mais alto.

Uma vendedora de batatas frita, que trabalha próximo do local do crime, disse que na hora dos disparos estava do outro lado da rua carregando umas cadeiras. “Eu não vi nada moço. Eu estava carregando cadeiras. Quando cheguei ela já tava morto”, disse baixinho a mulher.

(Diário do Pará)

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