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POLÍCIA

Promotor de festas é morto a facadas

Foi morto com aproximadamente sete facadas no peito e nas costas, no início da tarde de quarta-feira (17), o promotor de festas Adnilson Fialho Rodrigues, 52 anos, no clube do Ibama, localizado próximo a um terminal de vários ônibus que fazem linha para a

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Foi morto com aproximadamente sete facadas no peito e nas costas, no início da tarde de quarta-feira (17), o promotor de festas Adnilson Fialho Rodrigues, 52 anos, no clube do Ibama, localizado próximo a um terminal de vários ônibus que fazem linha para a Ceasa, na própria estrada da Ceasa. Várias hipóteses foram levantadas por policiais, familiares e curiosos a respeito das forma e motivação do crime.

Sobre a motivação, o mistério ainda persiste, mas, pela forma como foi encontrada a vítima, suspeita-se que antes da morte, houve luta, e que, além disso, o crime teria sido praticado por pelo menos duas pessoas.

Adnilson teria arrendado o espaço do clube para promover festas aos fins de semana. Mesmo morando na passagem São Sebastião, no bairro da Terra Firme, quase todos os dias ele ia até lá, seja para abastecer o local com bebidas para as festas, seja para realizar serviços de rotina no clube de onde retirava o sustento da esposa, com quem já era casado há mais de 20 anos, e ajudar na criação dos dois filhos. Ele teria morrido após ter acabado de almoçar na casa de um amigo.

“Meu pai sentia que ia morrer”
“O meu pai andava calado nos últimos dias. Acho que ele já sentia que ia morrer”, gritava a filha dele, ao lado do irmão, revoltados ao ver o corpo do pai estirado de bruços ao chão. Uma ambulância de resgate dos bombeiros ainda chegou a ser acionada, na esperança de que o promotor de festas estivesse vivo ainda. Mas coube à enfermeira dos bombeiros apenas a tarefa de impedir que familiares se aproximassem demais do corpo, para não atrapalhar o futuro trabalho da perícia criminal, que naquela ocasião já estava a caminho.

Foi difícil para a polícia controlar os ânimos dos familiares, que tentavam a todo custo chegar mais perto, dar o último adeus, ou até mesmo prometer vingança ao ente em óbito diante deles. “Nós vamos pegar quem fez isso nem que seja dentro da cadeia. E nem a polícia vai nos impedir”, prometia um sobrinho.

“Nós já sabemos quem fez isso, pai. Nós vamos cortar a cabeça dele, e eu ainda vou desfilar com ela assim”, declarava o filho, mimetizando carregar uma cabeça com a mão.

“Já ouvimos várias versões, mas só após investigarmos poderemos ter alguma posição mais concreta do que de fato aconteceu aqui”, pontuou o cabo Brandão, da 2ª Companhia de Polícia Militar. “Tudo leva a crer que foi latrocínio, depois de colhermos várias informações no local. Nós sairemos em diligências, atrás de alguns endereços que já mapeamos para ver se solucionamos o caso o mais rápido possível”, explicou a delegada da Divisão de Homicídios Cristina Esteves.

Um mosaico de possibilidades
Numa triste praxe que assola as cenas urbanas de crime, muitas pessoas curiosas, com crianças pequenas, inclusive de colo, logo ficaram em volta do corpo da vítima. Testemunhas silenciosas a produzir e refundir boatos, fatos, e até mesmo sentenças. Abaixo, informações apresentadas nas cenas do crime, por pessoas que em via de regra não vão depor na polícia para ajudar a solucionar o caso - sobretudo por medo -, mas não arredam o pé do local do crime enquanto o corpo não é removido ao Instituto Médico Legal.

(Diário do Pará)

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