Quatro homens trocaram tiros com policiais militares no início da madrugada de quinta-feira (17), no bairro do Tenoné, em Belém, após terem assaltado um ônibus da linha Tenoné-São Braz. Dois deles foram baleados e morreram no hospital. Um fugiu. Duas armas foram apreendidas e um homem foi preso.
Wuenmerson Augusto Eliseu da Silva, 18, e Ruan Marcelino Silva Lima, 19, morreram durante a troca de tiros. O irmão mais velho de Wuenmerson, Wenderson Augusto Eliseu da Silva, vulgo “Bilico”, 21, foi preso com dois revólveres municiados, um calibre 38 e outro 32. Um quarto assaltante que já foi identificado continua foragido.
O capitão PM Lima Neto, da viatura 9303, 12ª Área Integrada e Segurança Pública (AISP), foi quem comandou a ação. “Eles assaltaram um ônibus no final da linha do Tenoné e fomos acionados pelas vítimas sobre a situação e fomos atrás dos assaltantes. Quando localizamos os quatro, eles efetuaram disparos contra nossa guarnição e acabamos baleando dois deles. Um se entregou e outro escapou, mas já o identificamos”, disse o policial.
Os dois feridos foram conduzidos em uma viatura da PM ao Hospital Regional Abelardo Santos, em Icoaraci, mas, segundo os policiais, após darem entrada, Wuenmerson da Silva e Ruan Silva Lima não resistiram aos ferimentos. Wenderson Eliseu foi apresentado ao delegado Renato Barata na Seccional Urbana de Icoaraci.
Se deram mal
“Os assaltantes anunciaram um assalto após o último passageiro descer nas proximidades do final da linha do coletivo, no bairro do Tenoné. Eles aproveitaram a situação, subiram no ônibus e roubaram o cobrador e o motorista. Mas quando fugiram, acabaram trombando com os policiais, trocaram tiros e dois morreram. Todos os envolvidos são reincidentes pelo crime de roubo”, explicou o delegado.
O único que escapou, “Bilico”, lamentou o fato de ter perdido o irmão mais novo e recebeu conselhos da mãe ao ser apresentado na seccional. Ela dizia: “Você está tendo uma nova chance de mudar. Quando você estiver lá dentro (cadeia), pare e pense no que fez para não fazer mais o mesmo”.
O dinheiro do roubo, segundo “Bilico”, era para curtir em festas. “Depois do assalto a gente ia pegar a grana para curtir nas festas de aparelhagem daqui de Icoaraci e por aí, onde fosse. O nosso negócio era ‘curtição’ mesmo”, finalizou.
Emocionado, Wenderson disse para a equipe de reportagem do DIÁRIO que se arrependeu do que fez. “Eu me sinto arrependido. Perdi o meu irmão. Na troca de tiros, meu irmão perdeu. Eu não quero mais isso para a minha vida e vou dar a volta por cima”, alegou.
(Diário do Pará)
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