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POLÍCIA

Preso acusado de mandar matar advogado

A Polícia Civil capturou em João Pessoa, capital da Paraíba, região nordeste do Brasil, José Maria Mendes Machado, acusado de ser o mandante do assassinato do advogado Fábio Teles Santos. O homem é a sexta pessoa detida por envolvimento com o crime. Os ou

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A Polícia Civil capturou em João Pessoa, capital da Paraíba, região nordeste do Brasil, José Maria Mendes Machado, acusado de ser o mandante do assassinato do advogado Fábio Teles Santos. O homem é a sexta pessoa detida por envolvimento com o crime. Os outros cinco foram presos no ano passado. O crime ocorreu no dia 21 de julho de 2011, em Cametá, região do Baixo Tocantins.

José Maria Mendes Machado chegou a Belém às 12h30. O voo da TAM que o transportou, partiu da Paraíba, para o Aeroporto Internacional de Belém. Na chegada, não foi permitido a presença da imprensa no desembarque. Uma liminar da Justiça, apresentada pelo advogado do acusado, determinava que sua imagem e voz não fossem colhidas e divulgadas.

Assim, o preso foi colocado em um veículo da Polícia Civil, que saiu por portão reservado, deslocando-se para a DRCO, de onde foi encaminhado ao exame de corpo de delito e logo encaminhado à Susipe, porque, de acordo com o que determinava a liminar expedida, o acusado não poderia ficar em dependências da Polícia Civil.

O advogado de José Maria esteve presente em todos esses momentos. Ele disse que seu cliente nega, desde o início das investigações, participação no caso e que só se ausentou de Cametá, por temer ser morto por inimigos.

Zé Maria, como é conhecido na região, passou à tarde de ontem na sede da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) prestando depoimento à polícia. No local esteve uma comissão da Ordem dos Advogados do Brasil/Seção-Pará, uma das partes envolvidas no inquérito. Do lado de fora, a mãe do jovem advogado trabalhista morto com apenas 29 anos de idade, esperava ansiosa para que a justiça fosse feita.

“Quero assistir ele saindo daqui e indo direto para a cadeia”, disparou Jacira Teles dos Santos. Foragido há quase dez meses, Zé Maria foi preso na última terça-feira, 16. A captura foi realizada por uma equipe de inteligência da Polícia Civil, coordenada pelo delegado Cláudio Galeno.

Após o interrogatório, Zé Maria seguiu para a penitenciária de Americano I. De cabeça baixa e rosto coberto pelo paletó de seu advogado, ele foi escoltado por três policiais do Grupo de Pronto Emprego (GPE), da Polícia Civil. Ele se manteve calado, resguardando o direito de se pronunciar apenas em juízo. Na saída, uma confusão envolvendo familiares da vítima tumultuou o local. Eles queriam que o rosto dele fosse mostrado á imprensa, mas a atitude foi contida pelos policiais.

O Crime

Segundo a mãe do advogado, ele ouvira alguém bater na porta de sua casa na noite do dia 21 de julho de 2011. “Foi quando ele saiu para atender, pensou que era algum familiar ou amigo. Assim que abriu a porta levou nove tiros à queima roupa. Na casa dele estavam, ainda, a esposa e o filho, que na época tinha 11 anos”, contou.

Três dias após o crime, no dia 24 de julho de 2011, a Polícia Civil prendeu quatro dos seis envolvidos no assassinato: Rosiverson de Souza Almeida, vulgo “Passat”, Gleisson Araujo, vulgo “Cauboi”, Luzimar Pereira Miranda e José Orlando Trindade de Oliveira foram presos entre os municípios de Cametá e Tucuruí. O quinto participante, Victor Eduardo Oliveira Moreira, vulgo “vitinho”, foi preso no dia 10 de agosto de 2011, no município de Tucuruí, no sudeste paraense.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontaram a participação de Rosiverson de Souza Almeida como o agenciador: foi ele quem entrou em contato e contratou os pistoleiros Gleisson Araujo e Victor Eduardo, indiciados como os executores. A missão de guardar as armas usadas no crime foi dada a Luzimar Pereira Miranda, que as entregou a José Orlando Trindade de Oliveira, acusado de levar as armas até os executores. Foi ele, também, quem emprestou a moto para que o crime fosse efetivado.

O crime teria sido motivado supostamente devido a ações trabalhistas ajuizadas com sucesso contra o mandante. Informações da polícia dão conta de que ele violava os direitos trabalhistas dos funcionários de uma loja de tecidos de sua propriedade, em Cametá. Há indícios de que ele praticava assédio moral, pagamentos de salários abaixo do permitido pela lei trabalhista e excesso da carga horária de trabalho. (Diário do Pará)

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