Por meia hora um adolescente de 17 anos mirou a cabeça de uma menina de 15 anos na travessa da Timbó entre a avenida Pedro Miranda e a rua Antônio Everdosa no bairro da Pedreira, após um assalto frustrado.
Com exclusividade, o DIÁRIO chegou ao centro da crise em menos de 15 minutos de sua instalação. Cercado por viaturas de várias Áreas Integradas de Segurança Pública e apoio da Rotam, o adolescente não fez as tradicionais exigências em situação semelhante.
O tenente Reis, da Polícia Militar, funcionou como o negociador com intuito de preservar a vida da refém e do assaltante, que por diversas vezes manteve a arma apontada para a vítima, exigindo a presença da família e o afastamento da imprensa.
“Este (adolescentes) foi diferente do kit refém. Ele queria apenas o afastamento da imprensa e a presença da mãe”, informou um policial militar.
Bastante nervoso, o adolescente falava com o negociador para que suas exigências fossem cumpridas. Ele estava armado com um revólver calibre 38 municiado e antes tentara assaltar uma família, que se preparava para entrar no carro estacionado na travessa Timbó.
Dezenas de populares se aglomeraram para ver o desfecho final da crise, que teve êxito após a chegada de familiares do jovem no local. Uma senhora, que não quis se identificar, proibia imagens e fotos de celulares. “Eu não quero a imagem dele em jornal e televisão”, se referindo a jornalistas do DIÁRIO e RBATV que cobriam o caso com exclusividade.
Meia hora depois de instalada a crise, o adolescente infrator se rendeu, entregando a arma ao tenente. Ele foi protegido por uma pessoa da família, que cobriu o rosto do infrator com roupas e toalhas.
Quando era levado para a viatura da Polícia Militar, o adolescente pode ouvir o que pensa a sociedade, que paga seus impostos e exige segurança em momentos como este. “Tem que haver uma legislação para acabar com estas cenas. Até quando vamos ver nossos familiares na mira de armas”, dizia a professora Ana Luiza, moradora do bairro da Pedreira.
A menina que passou meia hora com o infrator foi levada por familiares em um carro para receber atendimento médico em um hospital particular. Bastante abalada, ela não conseguia descrever os piores momentos de sua vida que passou na mão do assaltante.
O menor, após comprovada sua situação perante a lei, foi levado para Divisão de Atendimento a Criança e o Adolescente.
(Diário do Pará)
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