O proprietário da microempresa “Pinheiro Placas”, Benedito Pinheiro da Silva Junior, 48 anos, morreu na manhã de quarta-feira (23) ao cair de uma altura de cerca de oito metros, enquanto fazia um orçamento para a substituição da lona de um outdoor em frente à loja de atacado popularmente conhecida por “Ponto Certo”, cuja razão social é “Atacadão Popular”, localizado na travessa Mautiri, entre as avenidas Pedro Miranda e Antônio Overdosa, na Pedreira.
Segundo o assessor jurídico da loja, Juliano Martins, a “Pinheiro Placas” prestava serviços ao “Ponto Certo” há algum tempo. Na manhã de quarta-feira (23), após ser chamado para fazer um orçamento, o próprio teria decidido subir onde estava a placa, aproveitando a base onde ficam os refletores para a iluminação do outdoor, para tirar a metragem. Mas a trena teria encostado num fio de alta tensão, provocando uma forte descarga elétrica, fazendo com que a vítima caísse ao chão, chegando a ficar com parte do corpo presa à escada.
“Ele não estava com nenhum tipo de equipamento de segurança, mas mesmo assim decidiu subir, por conta própria, junto com um ajudante. O curioso é que eu ainda não o tinha visto fazer o serviço. Em geral, era um funcionário que a gente via atuando”, relatou o assessor jurídico. Ainda segundo ele, o ajudante, que viu o patrão cair e ficar agonizando no chão por cerca de meia hora, até o resgate chegar, não conseguiu descer do outdoor, por ter ficado em estado de choque. “Ele só conseguiu descer com a ajuda dos bombeiros”, lembrou.
TESTEMUNHA OCULAR
O entregador Alessandro Cordeiro ajudava os companheiros a descarregar caixas com frios de um caminhão localizado bem abaixo do outdoor, quando ouviu o barulho que fizera a descarga recebida por Benedito Pinheiro. “Eles [apontando para os companheiros] chegaram a correr para se proteger, assustados, sem saber o que estava acontecendo. Logo em seguida, eu só ouvi o impacto do corpo dele desabando”, recordou Alessandro, que estava dentro do baú do caminhão na hora da fatalidade.
Ele chegou a ver o corpo desmaiado do microempresário, respirando forte, atirado ao chão esperando pelo socorro, que demorou intermináveis 30 minutos para chegar. Após o incidente, a loja fechou. Às 14h em ponto, Alessandro e os companheiros tiveram que voltar ao trabalho, já com a informação de que o microempresário teria vindo a óbito no pronto-socorro da 14 de Março.
O Atacadão Popular declarou que lamenta a fatalidade e que, por respeito ao trabalhador, que sempre prestou ótimos serviços, dará assistência à família. O DIÁRIO chegou a falar com a esposa do microempresário, mas ela, bastante abalada, limitou-se a dizer que o marido já trabalhava no ramo há anos e que já havia sido comunicada de que a empresa prestaria ajuda.
(Diário do Pará)
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