Foi executado com cinco tiros no início da madrugada de quinta-feira (25), Joabe Rocha das Mercês, 19, no cruzamento das passagens Oliveira com Pinheiro, no bairro da Terra Firme, periferia de Belém. Segundo apurações da polícia, a vítima pode ter sido morta por suposto envolvimento com tráfico de drogas em uma possível disputa por bocas de fumo na área.
A “lei do silêncio” prevaleceu na cena do crime, fato que impediu que mais informações sobre as circunstâncias do homicídio fossem repassadas aos policiais que atenderam a ocorrência. De acordo com o sargento PM Reinaldo, da 4ª Companhia (CIA), 6ª Área Integrada de Segurança Pública, (AISP), quando os policiais chegaram ao local, a vítima já estava morta.
“Nós fomos acionados via Ciop (Centro Integrado de Operações) e quando chegamos ele já estava morto. Muitos populares estavam ao redor do corpo e muitas pessoas viram o momento do crime, mas as pessoas aqui têm medo de dar qualquer declaração sobre o caso. É a chamada ‘lei do silêncio’ que impede que a população nos ajude a encontrar os autores do crime”, disse o policial.
De acordo com ele, a vítima pode ter sido executada por envolvimento com o tráfico. “Temos informações de que, após a morte de um grande traficante que atuava aqui na Terra Firme, outros traficantes estão querendo tomar conta das bocas de fumo daqui. Na última segunda-feira, um traficante identificado como ‘Castanha’ sofreu uma tentativa de homicídio e hoje (quinta-feira) este aqui acabou sendo morto. Os dois casos têm ligações por disputa de ponto de venda de drogas”, finalizou o PM.
Policiais civis de plantão da Divisão de Homicídios estiveram na cena do crime levantando informações que pudessem indicar uma linha de investigação. Mas, de acordo com o delegado, Lenoir Cunha, o crime pode ter sido uma execução.
“Este crime aparentemente foi uma execução. Uma ou mais pessoas vieram aqui somente para executá-lo. Ele pode ter sido morto por ter tido alguma dívida por envolvimento com traficantes. Aqui é uma área considerada ‘vermelha’ pela polícia e as pessoas que moram na redondeza temem sofrer represálias de criminosos. Ninguém viu nada nem ninguém”, explicou.
Após a perícia de local de crime ser concluída pelos peritos do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”, o perito criminal Nazareno Melo falou que Joabe das Mercês “sofreu cinco entradas por várias partes do corpo, possivelmente tiros disparados de um revólver calibre 38, pois nenhuma cápsula foi encontrada próxima do corpo”.
O corpo da vítima foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) e o caso foi registrado na Unidade Integrada Pró-Paz (UIPP), no bairro da Terra Firme.
(Diário do Pará)
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