Um homem foi morto a facadas na madrugada de ontem após reagir a assalto, na Praça do Pescador, localizada no Complexo do Ver-o-peso, bairro do Comércio, em Belém. Segundo testemunhas, antes de ser morto, Elizeu da Silva Rodrigues, 31, jantava na companhia de uma mulher ainda não identificada, em uma das barracas da feira. Depois de pagar a conta, ele foi seguido pelo criminoso e morto ao tentar escapar de um assalto.
De acordo com o sargento PM Antônio Pereira, da viatura 9213, 1ª Companhia (CIA), a vítima reagiu e acabou morrendo. “Segundo alguns populares, ele jantava em uma das barracas da feira e quando pagou a conta, puxou certa quantia em dinheiro do bolso. O assaltante viu e o seguiu. Quando o criminoso anunciou o assalto, a vítima tentou fugir, mas acabou sendo esfaqueado e morto”, contou o policial.
Crueldade
Quando Elizeu reagiu ao assalto, teve a carteira roubada e foi esfaqueado em diversas partes do corpo. A porta cédulas dele foi encontrada jogada em um gramado dos canteiros da praça. Bastante ferido, ele ainda teria tentado buscar ajuda, mas acabou caindo no chão, falecendo em frente ao quiosque de um estacionamento da praça.
O corpo da vítima ficou a cerca de 20 metros do local onde a carteira foi encontrada. Dentro da porta cédulas estavam apenas os documentos dele. As marcas de sangue ficaram espalhadas pelo chão do estacionamento, sinalizando o trecho percorrido em busca de socorro. Uma ambulância do Samu (192) foi acionada, mas a vítima não resistiu aos graves ferimentos.
“Casinha”
Um vigilante da feira, que preferiu não se identificar, contou que a vítima estava na companhia de uma mulher, que pode ter armado uma “casinha” para a vítima.
“Ele jantou com a mulher e depois sentou com ela em um dos bancos aqui da praça. Depois veio um assaltante, que já é conhecido por aqui e assaltou o rapaz. O apelido dele é ‘Pivete’. Com certeza, isso foi uma ‘casinha’ que fizeram para o homem. Algumas prostitutas daqui fazem isso”, falou.
Policiais civis da Divisão de Homicídios, sob o comando do delegado Vicente Gomes, foram ao local do crime para levantar informações sobre o caso. De acordo com o delegado, o caso aparentemente foi um latrocínio, crime de roubo seguido de morte.
“Segundo testemunhas, a vítima estava jantando em uma das barracas da feira e foi seguida por um assaltante. O criminoso teria visto que o homem estava com uma grande quantia em dinheiro e acabou querendo roubá-lo. Ele teve o dinheiro roubado, reagiu e acabou sendo morto a facadas”, explicou o delegado.
De acordo com a perita criminal, Virginia Paiva, do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”, Elizeu Rodrigues sofreu cinco lesões. “Ele foi atingido com uma facada nas costas, no pescoço, no abdômen, no braço esquerdo e em uma das mãos, possivelmente quando tentava se defender”, esclareceu. O corpo da vítima foi removido para o Instituto Médico Legal (IML).
Insegurança
Durante o levantamento de local de crime feito pelos peritos, um fato curioso chamou a atenção de policiais e dos profissionais do CPC Renato Chaves. Escondida atrás de uma planta foi encontrada uma bolsa feminina e em seu interior estavam canetas, uma pequena lanterna, uma agenda e outros objetos.
De acordo com a polícia, a bolsa pode ter sido roubada de uma mulher e foi abandonada atrás da planta, junto com os objetos considerados “desnecessários” pelos assaltantes. Esta foi apenas uma das evidências de que no local a insegurança toma conta dos visitantes, turistas e feirantes.
“Esta praça está tomada de assaltantes, moradores de rua que ficam consumindo drogas e os roubos são constantes. Turistas são assaltados, os próprios feirantes sentem medo. As pessoas que passam por aqui, ainda mais de madrugada, não se sentem seguras mesmo”, disse um vigilante que preferiu não se identificar. (Diário do Pará)
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