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POLÍCIA

Operação apreende toneladas de peixes estragados

A operação realizada pelo Ministério Público do Estado, Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) e Divisão de Operações e Investigações Especiais (Dioe) na manhã de terça-feira (29), apreendeu quase 20 toneladas de pescados e interditou três empre

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A operação realizada pelo Ministério Público do Estado, Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) e Divisão de Operações e Investigações Especiais (Dioe) na manhã de terça-feira (29), apreendeu quase 20 toneladas de pescados e interditou três empresas clandestinas que comercializavam ilegalmente na capital.

O objetivo foi confirmar denúncias que a Adepará recebeu de pontos que estariam armazenando e comercializando mariscos e pescados em locais impróprios para o consumo. No bairro do Tapanã, por exemplo, um dos locais fiscalizados pela operação, cerca de 6 toneladas de peixes, foram apreendidas. Os peixes estavam em depósitos sujos e tratados sem higiene alguma. Um tanque pequeno onde eram colocados os peixes estava exposto a insetos e próximo ao quintal da casa que foi feita de empresa.

“Não há condições de higiene alguma para os pescados serem tratados aqui. Além de serem clandestinos, exercem ilegalmente, muitos desses produtos provavelmente são repassados para grandes empresas de supermercados com validade vencida, ou seja, impróprios para o consumo”, revelou Flávia Leal, delegada da Dioe.

O funcionário Gil Gonçalves, da empresa no bairro do Tapanã, afirmou que a empresa “comprava o pescado, transformava em filé e vendia para outras empresas já embalado sem autorização”. Segundo ele, em média, eram comercializados cerca de 250kg de peixes diariamente.

Em outro ponto, na avenida Independência, na Cabanagem, foram apreendidas 8 toneladas e, no distrito de Outeiro, 4 toneladas foram recolhidas, totalizando 18 toneladas.

Nenhuma das empresas fiscalizadas durante a operação apresentou documento que autorizasse esse tipo de comércio. Assim, os donos dos locais foram encaminhados para a Dioe e as toneladas apreendidas foram recolhidas para a Adepará.

(Diário do Pará)

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