Na madrugada de terça-feira (29), um adolescente de 16 anos e Sidney Luan Mendes, 19, foram flagrados com dois revólveres, um calibre 32 e o outro 38, dentro de uma igreja, na rodovia Mário Covas, no bairro do Coqueiro, em Ananindeua. A polícia informou que ambos tentaram executar um homem em uma casa de shows na avenida Dom Vicente Zico (antiga Arterial 18), mas o plano deu errado, eles fugiram em um táxi e, quando perceberam a presença de uma viatura, resolveram entrar em uma igreja e fingir que eram “santos”.
O sargento PM Pereira, da viatura 8109, da 18ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), explicou que a guarnição foi acionada pelo Ciop (Centro Integrado de Operações) sobre a situação.
“Fomos informados de que eles tentaram matar um homem de vulgo ‘Olhão’, em frente a uma casa de shows na Cidade Nova. O desafeto deles efetuou um disparo e eles fugiram em um táxi. Nós flagramos os dois dentro de uma igreja na rodovia Mário Covas. O Sidney já tem passagem e é conhecido por cometer roubos. Essa tentativa de homicídio foi por disputa de pontos de venda de drogas na invasão Nova Esperança, no 40 Horas”, falou.
Ambos foram conduzidos para a Central de Flagrantes da Seccional da Cidade Nova. De acordo com delegado de plantão, Adelino Sousa, “o adolescente seria conduzido para a Data (Divisão de Atendimento ao Adolescente) e Sidney foi autuado pelos crimes de porte ilegal de armas e corrupção de menores”.
Procurado pela nossa equipe, o adolescente, que já foi apreendido anteriormente por porte ilegal de armas, contou que foi convidado por Sidney para matar o “Olhão”.
“Eu não sei de nada, só sei que eu ia para matar também. O ‘Olhão’ é traficante. Ele tirou onda com o Sidney em uma situação aí e queria deixá-lo como o pilantra. A gente só ia lá para matar o cara e ir embora, mas na hora não deu certo e fugimos. Uma arma era minha. Comprei por R$ 700,00”, disse.
Sidney falou que um desentendimento antigo entre ele e o desafeto foi o que motivou a frustrada tentativa de execução. “Há tempos eu tive uma discussão com o ‘Olhão’ e eu queria matá-lo. Nós fomos lá para matar mesmo, mas não deu certo. A arma não disparou e fugimos em um táxi. Descemos na Mário Covas e, quando a gente estava indo para a parada de ônibus, viu uma viatura. Ficamos com medo e entramos na igreja, mas os policiais nos pegaram”, disse.
(Diário do Pará)
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