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POLÍCIA

Jovem morre com quatro tiros no Aurá

Foi assassinado com quatro tiros, por volta das 13h de terça-feira (29), Leidson Aguiar de Brito, 24 anos, mais conhecido como “Penenga”, na rua 24 de Fevereiro, esquina com a rua Tiradentes, na ocupação Carlos Marghella, bairro do Aurá, em Ananindeua. A

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Foi assassinado com quatro tiros, por volta das 13h de terça-feira (29), Leidson Aguiar de Brito, 24 anos, mais conhecido como “Penenga”, na rua 24 de Fevereiro, esquina com a rua Tiradentes, na ocupação Carlos Marghella, bairro do Aurá, em Ananindeua. A polícia acredita que a execução teria sido motivada por uma disputa entre facções de tráfico de drogas pelo controle da área.

Dois homens numa bicicleta teriam encurralado “Penenga” ao lado do muro de uma casa, que fica localizada bem de esquina, e lá efetuado os quatro disparos. Um tiro teria acertado o rosto, o outro a cabeça e mais dois teriam atingido as costas da vítima, que não teria tido ao menos tempo de reagir.

“Penenga” faria parte da facção do tráfico comandado por um homem conhecido por “Brocado”, enquanto os assassinos estariam a serviço da facção do “Brilhantino”.

DISPUTA
A disputa geograficamente é dividida pela rua principal do bairro do Aurá. Há duas semanas, um membro da facção de Brilhantino teria sido morto, sendo a execução de ontem o “empate em 3x3” dessa disputa sangrenta pelo controle do tráfico.

O curioso é que os cabos Serrão e Jorge, da 19ª Aisp, chegaram ao local apenas alguns minutos depois da execução. “Provavelmente estávamos dobrando a cerca de sete quadras da rua 24 de Fevereiro, na rua Tiradentes, quando os tiros foram disparados. Se estivéssemos mais perto, teríamos ouvido os tiros e certamente pegaríamos os assassinos”, lamentou o cabo Serrão.

LEI DO SILÊNCIO
O sol da Amazônia estava no auge das 13h30 quando muitos curiosos cercavam o local do homicídio. Pessoas que preferem manter a lei do silêncio e comentar apenas o que sabem entre amigos. Ao perceberem a presença da imprensa ou da polícia, se calavam. “Não podemos comentar porque o perigo está o tempo todo olhando pra gente”, comentou uma mulher.

Devido ao sol, enquanto o corpo da vítima sob um lençol preto era velado pela irmã, a maioria das pessoas se escondia sob árvores ou puxadas das casas. Mas, quando o carro da perícia chegou, as pessoas acostumadas a ver a cena se repetir no local, intitulado pela polícia como “Rua da Morte”, se juntaram para garantir o melhor lugar.

ESPETÁCULO
A retirada do lençol do corpo do jovem morto era como o descortinar de um espetáculo. Todo mundo queria garantir o melhor ângulo. Crianças de no máximo nove anos se penduraram numa ingazeira para observar tudo de “camarote”.

“Deus que me perdoe, mas ladrão tem mais é que morrer mesmo”, murmuravam alguns. O delegado da Divisão de Homicídios, Lenoir Cunha, disse que “Perenga” já tinha várias passagens pela polícia por tráfico e roubo. “A vítima tinha uma vasta folha de crimes”, declarava o delegado. A essa altura, o corpo já havia sido removido. O fechar da porta do carro-baú do IML decretava o fim de um show mórbido, mas com grande audiência, de mais um jovem exterminado pelo tráfico.

(Diário do Pará)

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