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POLÍCIA

Usuário de drogas morre com 7 tiros

Depois de ter pedido para um companheiro de copo sair para comprar mais umas doses, Thiago de Nazaré Farias, “Thiaguinho”, 23, foi executado com sete tiros por dois homens que estavam em uma motocicleta, no início da madrugada de quarta-feira (30), na pas

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Depois de ter pedido para um companheiro de copo sair para comprar mais umas doses, Thiago de Nazaré Farias, “Thiaguinho”, 23, foi executado com sete tiros por dois homens que estavam em uma motocicleta, no início da madrugada de quarta-feira (30), na passagem Boa Vontade, no bairro do Guamá, em Belém. A vítima seria usuária de drogas e teria dívidas com o tráfico.

Mesmo baleado, populares carregaram o corpo da vítima por pelo menos 500 metros, em uma tentativa frustrada de tentar salvá-lo, levando-o à casa de seu pai, na avenida Conselheiro Furtado, próximo à Travessa Francisco Monteiro, já no bairro de Canudos.

De acordo com informações apuradas pelo sargento PM Ananilson Macedo, da viatura 9425, da 3ª Companhia (CIA), o crime pode ter sido uma execução.

“Após ser baleado pelos criminosos, alguns populares tentaram salvá-lo, carregando o corpo da vítima até a casa do pai dele, aqui onde o corpo foi deixado. Mas ele já chegou morto. Pelas características, o crime pode ter sido uma execução. Provavelmente motivado por alguma dívida com traficantes, já que ele seria usuário de drogas”, disse o policial.

A mãe de “Thiaguinho”, Maria Tereza Farias, 47, contou que desconhece qualquer motivação para a morte trágica do jovem. “Ele saiu com a mulher dele, a ‘Márcia’, e depois não sei onde ele estava. Só me espantei depois quando o pessoal estava batendo aqui na porta e meu filho já apareceu morto aqui em frente de casa. Que eu saiba, ele não era usuário de drogas e nem estava recebendo ameaças”, falou.

“GORÓS”
Um morador da Passagem Boa Vontade, local onde Thiago foi executado, falou para nossa equipe de reportagem que a vítima consumia bebidas alcoólicas com um amigo quando foi alvejado pelos criminosos.

“Ele estava lá perto de casa e estava bebendo com um cara. Mais cedo, ele ainda me pediu R$0,50 para interar na bebida deles. Ele estava sentado na calçada e o colega dele saiu para comprar mais cachaça. No momento que ele ficou sozinho, uma moto com dois homens apareceram, o carona puxou uma arma, efetuou vários disparos contra ele e depois fugiram”, contou o morador que pediu para não ter o nome revelado.

A testemunha revelou que Thiago consumia drogas e que talvez tivesse acumulado alguma dívida com traficantes da área. “Aqui é muito perigoso, tem muitos assaltos, tráfico de drogas. O Thiago gostava de beber e fumava drogas. Com certeza, ele teve alguma dívida e os ‘caras’ vieram cobrar a dívida”, declarou.

LEI DO SILÊNCIO
O delegado da Divisão de Homicídios, Lenoir Cunha, falou que o objetivo no caso era procurar os dois criminosos que mataram “Thiaguinho”, mas a “lei do silêncio” dificulta as apurações.

“Aqui é uma área vermelha e as pessoas têm medo de falar o que viram. Estamos coletando informações, mesmo sendo bastante escassas, das circunstâncias que motivaram a morte do rapaz. Quem tiver qualquer informação sobre o caso pode ligar para o 190 Ciop (Centro Integrado de Operações) ou para o disque-denúncia (181) e nos ajudar a esclarecer mais este caso”, concluiu o delegado.

(Diário do Pará)


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