O governo do Estado voltou atrás da decisão de não negociar com os funcionários da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (FCPTN-Centur) em greve e aprovou, na manhã de quinta-feira (31), a redução da jornada de trabalho exigida pela categoria. A medida foi anunciada pela secretária de Estado de Administração, Alice Viana, em reunião com o presidente da FCPTN-Centur, Nilson Chaves, e uma comissão dos servidores, na sede da Secretaria de Estado de Administração (Sead).
Com o acordo, a jornada de trabalho da fundação cairá de 8 para 6 horas diárias, já a partir deste mês de junho. Além disso, o governo do Estado encaminhará o projeto de lei à Assembleia Legislativa, requerendo a revisão do artigo 7º, da lei 6.576/2003, do estatuto da fundação, que prevê a carga de 8 horas por dia de trabalho.
A decisão pôs fim a quatro dias de greve, mantida por 171 concursados.
“É uma vitória histórica. Conquistamos nossa reivindicação principal, que era a redução da jornada, e sentimos que foi um avanço significativo”, avalia a cantora Iva Rothe, técnica em gestão cultural da Fundação.
Durante a paralisação, alguns setores do Centur, como a Biblioteca de Obras Raras e Brinquedoteca não abriram as portas. A Biblioteca Arthur Viana, área mais concorrida da instituição, com uma média de 500 visitantes por dia, teve seu quadro reduzido pela metade, segundo informações do Sindicato dos Servidores do Estado.
Outro lado
Por meio de nota, a secretária de Estado de Administração explicou que a medida foi tomada por respeito aos servidores. “Na medida em que prevalecem o bom senso e respeito, sempre há possibilidades de acordo, pois não haverá prejuízos na prestação de serviços, tendo em vista que serão estabelecidos turnos de escala de trabalho”, diz o comunicado.
(Diário do Pará)
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