Num beco escuro explodiu a violência no início da madrugada de ontem, na passagem das Flores, bairro do Tapanã, quando dois homens numa moto executaram com três tiros à queima roupa Josivaldo Morais da Conceição, 18 anos, popularmente conhecido por “Toupeira”. Apesar da recorrente falta de informações colhidas no local, a Divisão de Homicídios da Polícia Civil suspeita que um possível “acerto de contas” foi a motivação do crime.
Teriam cometido o crime, em parceria, dois homens que usaram uma moto para se locomover. Enquanto o condutor teria parado a moto a cerca de dois metros da vítima, o carona desceu e efetuou os três disparos no peito de Toupeira, que não teve qualquer chance de reação. Depois dos disparos, Toupeira ainda correu desesperado por quase 20 metros, mas não resistiu e tombou.
“‘Toupeira é um velho conhecido da polícia. Nós já fizemos várias diligências nessa área atrás dele, seja por assalto, seja por tráfico. Provavelmente ele estava devendo para traficantes, e o pagamento desse tipo de crime costuma ser esse”, pontuou o cabo Negrão, da VTR 9350, da 3ª AISP, antiga 11ª ZPol.
O CHORO E O SILÊNCIO
“Por que, meu Deus? Por que isso está acontecendo? Por que ele está indo embora, meu Deus?”, se desesperou a namorada de Josivaldo, ao presenciar o trabalho da perícia criminal, em meio a dezenas de curiosos que, mesmo com toda a lama e a falta de espaço que dificultavam o acesso ao local, e apesar do tardar da hora, estiveram no local.
A mãe dele encarava a cena em silêncio. Encarava o corpo que outrora fora pequeno, que dependia somente dos seus cuidados, era agora virado e revirado, sem vida, pelo trabalho dos técnicos da área criminal. Os comentários dos curiosos - possíveis testemunhas oculares - também silenciavam a serem abordadas pela polícia, dificultando o trabalho de investigação para achar os culpados.
“Estamos com muita dificuldade de colher indícios de quem são os envolvidos, porque ninguém quer falar. Pedimos que, aqueles que tiverem informações sobre esse ou qualquer outro crime e tenha medo de falar, que por favor ligue para o 181 e denuncie de forma completamente anônima e segura”, orientou o delegado Eduardo Rollo, da Divisão de Homicídios. (Diário do Pará)
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