Com a desculpa de que pretendia ganhar uns trocados vendendo amendoim torrado junto a algumas pessoas que bebiam em uma lanchonete na passagem Lava-pés com a passagem das Flores, no bairro do Telégrafo, um homem disparou cinco vezes, matando o pedreiro Fabrício Palheta Costa, de 26 anos, que conversava com amigos dentro da lanchonete.
Segundo as informações levantadas pelo cabo Lobo e soldado Alan, da viatura 9103 integrante da 1ª Companhia, o falso vendedor de amendoim entrou na lanchonete trajando bermuda e um blusão, levando na mão um balde cheio de amendoins torrados.
Um dos familiares da vítima contou ao DIÁRIO que o assassino entrou oferecendo o produto para todas as pessoas. “Ele ofereceu para o Fabrício, que estava de costas pra ele, foi até a mesa onde dois homens bebiam e, em seguida, saiu e voltou já de arma em punho, atirando no Fabrício”, disse a testemunha.
Ele deu o primeiro disparo à queima-roupa e, em seguida, enquanto as pessoas que estavam na lanchonete se protegiam, ele disparou mais quatro vezes na cabeça da vítima, fugindo para o lado do canal que passa em frente à passagem Lava-pés.
Segundo outra testemunha, o criminoso devia não conhecer o local, tanto que, na fuga, ele correu para o lado do canal para depois voltar e pegar uma motocicleta, que o esperava na passagem das Flores. Um cunhado da vítima ainda tentou impedir a fuga, mas foi ameaçado pelo motoqueiro, tendo o assassino gritado “atira logo nele também”.
Dor, desespero e muito choro entre os familiares do pedreiro, que trabalhava em uma firma e, nas folgas, fazia trabalhos no bairro.
Na fuga, o criminoso deixou cair dois projéteis de bala calibre 38 e deixou espalhado pelo local todo o amendoim que serviu para se aproximar da vítima, que recebeu os tiros pela costas, não tendo chance nenhuma de defesa.
O delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios, e uma equipe de investigadores estiveram no local fazendo levantamentos junto a familiares e testemunhas, tentando encontrar pistas que levassem à identificação dos criminosos, que fugiram em uma moto sem placa.
Para os policiais que acompanharam o levantamento de perícia pelo Instituto de Criminalística, o homicídio tem características de vingança, uma vez que nada foi levado e nenhuma palavra foi dada pelo criminoso na hora em que executou o pedreiro. (Diário do Pará)
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