Uma suposta dívida com Alex Junior de Belém dos Santos, conhecido como “Juninho” e acusado de ser traficante do bairro da Condor, resultou na morte do ajudante de pedreiro Fábio Andrade, de 29 anos. O crime ocorreu na tarde de ontem, na passagem 21 de Janeiro com a travessa 9 de Janeiro. Foi a terceira tentativa de “Juninho” matar Fábio, que já havia agredido a vítima duas vezes nos últimos quatro meses.
Policiais militares da 4ª ZPol estiveram no local do crime e levantaram as primeiras informações sobre a morte de Fábio Andrade. Os policiais apuraram que a vítima estava bebendo na companhia de um tio em frente a um bar, localizado na esquina da passagem 21 de Janeiro com a 9. “Juninho” passou pelo local e avistou Fábio.
Populares presentes na cena do crime também relataram que Alex Júnior estava de bicicleta e, depois de algum tempo, retornou. O assassino parou a alguns metros de onde a vítima se encontrava, se aproximou, sacou uma arma e atirou pelo menos três vezes. Fábio já caiu morto e o assassino fugiu na bicicleta logo em seguida.
Esta versão do crime foi confirmada por uma sobrinha de Fábio Andrade, que, junto com outro familiar da vítima, prestou depoimento na Seccional da Cremação, onde o caso foi registrado. Bruna Maciel relatou que Alex Júnior já havia tentado matar seu tio outras duas vezes. A primeira delas ocorreu há quatro meses, quando Alex agrediu Fábio fisicamente. Em outra oportunidade, há duas semanas, armado de um pedaço de pau, Alex atacou Fábio e aplicou um violento golpe na cabeça da vítima. “Ele quase o matou. A cabeça dele abriu com o golpe”, contou a jovem.
Na Seccional da Cremação, o investigador Monteiro revelou que Alex Júnior é um bandido conhecido na área e dos próprios policiais que atuam no bairro. “O que morreu devia dinheiro para ele (Alex), que é traficante. Ele não pagou e hoje acabou sendo morto pelo ‘Juninho’, que é primo do ‘Pelezinho’, cuja família toda é envolvida em bandidagem”.
A morte de Fábio foi comunicada também ao Centro de Perícias Científicas Renato Chaves para remoção e perícia do local do crime. Foram feitas várias incursões pelas ruas dos bairros da Condor, Cremação e Jurunas, para tentar prender Alex Junior, mas não obtiveram sucesso.
(Diário do Pará)
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