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POLÍCIA

Rapaz desaparecido pode estar morto

Sem muitas informações e nada de cadáver. O desaparecimento de Paulo Henrique Meireles (19 anos), “Neguinho”, como era mais conhecido, desde o último Dia das Mães, 13 de maio, ainda é um mistério. Ele morava sozinho em um casebre localizado na rua União,

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Sem muitas informações e nada de cadáver. O desaparecimento de Paulo Henrique Meireles (19 anos), “Neguinho”, como era mais conhecido, desde o último Dia das Mães, 13 de maio, ainda é um mistério. Ele morava sozinho em um casebre localizado na rua União, no bairro do Coqueiro, em Belém. A suspeita é de que ele teria sido morto e enterrado em um matagal em frente à própria casa.

Uma testemunha que não quis se identificar viu “Neguinho” pela última vez “por volta das 3h da manhã de segunda-feira (14), quando ele teria chegado de bermuda jeans, camisa branca, boné também branco e sandália, em um carro preto, acompanhado de quatro pessoas, dentre elas uma mulher, que seria a namorada dele. Ele teria descido e entrado na casa nº 74. Minutos depois, ele teria retornado para o carro, foi embora e não voltou mais”.

“Na segunda, eu vim aqui à casa dele e vi a porta encostada. Achei estranho, pois ele não tinha o costume de dormir fora de casa. Não era uma má pessoa, pelo contrário, era amigo de todo mundo, se dava com muita facilidade com as pessoas e sempre ajudava os outros no que fosse preciso”, declarou uma moradora.

Rosana Meireles, irmã de Paulo, disse que outras pessoas o viram no domingo, quando o dia ainda estava claro, em frente ao “Bar do Louro”, no conjunto Ariri, acompanhado de uma mulher ainda não identificada, que pode ser ou não a mesma suposta namorada. Logo depois de fumar alguns cigarros, ele teria saído do local com a mulher em uma bicicleta.

“Meu irmão usava droga, mas nunca fiquei sabendo que era envolvido com pessoas erradas. Atualmente ele fazia ‘bico’ de pedreiro”, declarou Rosana.

DENÚNCIAS
No dia 21, familiares de “Neguinho” registraram ocorrência na delegacia do bairro da Cabanagem. Cinco dias depois de comunicar à polícia o sumiço do irmão, Rosana recebeu outras informações. “Uma pessoa me ligou de um número restrito e também não quis se identificar, dizendo que Paulo foi levado por três pessoas para o matagal que fica em frente à casa dele, e teria sido morto e enterrado nesse local”, disse.

O caso foi encaminhado à Divisão de Homicídios (DH) e, segundo o delegado Gilvandro Furtado, na última sexta-feira (01), uma equipe de investigadores foi enviada até o local para investigar o caso. Os policiais encontraram um short preto e um lençol a poucos metros da casa do rapaz, mas, pela característica da roupa, não foi a mesma que ele estaria usando quando foi visto pela última vez.

“Cabe à Divisão investigar o caso, se ele está realmente morto, onde está o cadáver e, se for necessário, depois de terem esgotado todas as possibilidades, iremos acionar o Corpo de Bombeiros. Mas o passo agora é investigar, investigar e investigar”, concluiu o delegado.

“Paulo era o mais novo dos seis que éramos. Não durmo mais só pensando nele. Enquanto ele não aparecer, não vou sossegar”, lamentou Rosana. “Queremos pelo menos que ele seja enterrado de forma digna”.

(Diário do Pará)

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